Estado pagou 30% das verbas da Política Agrícola Comum devidas em 2023 e Confederação exige juros

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) denunciou hoje que o Estado pagou 30% dos montantes da Política Agrícola Comum (PAC) previstos para 2023, propondo que se consagre o pagamento de juros em casos de incumprimento.

© D.R.

“Em 2023, o Estado português apenas pagou cerca de 30% do valor que era devido aos agricultores no âmbito dos pagamentos da PAC”, apontou, em comunicado, a CAP.

A confederação disse que este incumprimento, denunciado em 2023 e 2024, causou enormes prejuízos aos agricultores, levando alguns a contrair empréstimos bancários.

Por outro lado, lembrou que, ao contrário do que acontece com os cidadãos e empresas, quando o Estado se atrasa a efetuar os pagamentos devidos, não tem que pagar juros.

Assim, a confederação liderada por Álvaro Mendonça e Moura exige que se consagre legalmente o pagamento de juros aos agricultores sempre que o Estado entre em incumprimento.

Neste sentido, a CAP vai dirigir uma carta ao Governo e ao parlamento com a proposta.

“A regularização finalmente efetuada dos pagamentos em atraso, que não corresponde a qualquer aumento de verbas para lá das verbas devidas, vincula a partir de agora o Estado português a cumprir com as suas obrigações para com os agricultores no âmbito da PAC. É isso que se espera do Estado português, que atue de boa-fé e que cumpra as suas obrigações”, vincou.

Últimas de Economia

Más notícias para quem precisa de abastecer. Gasolina e gasóleo deverão encarecer cerca de oito cêntimos por litro esta segunda-feira, anulando o alívio sentido na semana anterior e voltando a apertar a carteira dos automobilistas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.