Criação de empresas cai 16% em janeiro para 4.716 novas constituições

O número de empresas criadas em janeiro atingiu as 4.716, menos 16% em relação ao mesmo período do ano passado, avançou hoje a Informa D&B.

© D.R.

Em relação aos setores, a constituição de empresas na agricultura aumentou 8,9%, em relação a janeiro de 2024, enquanto o número de empresas nas atividades imobiliárias cresceu 9,2%.

Em sentido contrário, o número de novas empresas nos serviços gerais baixou 24%, na mesma linha as empresas no setor dos serviços empresariais decresceram 15%.

De acordo com o barómetro da Informa D&B, o setor dos transportes registou uma descida significativa no mês de janeiro, menos 25% de constituições, provocada pela queda na criação de empresas de atividades de serviços no transporte de passageiros.

Relativamente à distribuição geográfica, os únicos distritos a registar crescimento na criação de empresas, ainda que ligeiro, foram Viana do Castelo com mais 3,1%, Viseu com mais 2,2% e os Açores com um aumento de 40%.

No primeiro mês de 2025 encerraram 656 empresas, um registo abaixo do mês homólogo, já no acumulado do último ano, este indicador atingiu os 13.359 encerramentos de empresas, o que corresponde a menos 13% de encerramentos face aos 12 meses anteriores.

Em janeiro de 2025 iniciaram um processo de insolvência 195 empresas, o que corresponde a uma descida de 8% face a janeiro do ano passado.

Últimas de Economia

As famílias de rendimento mediano dificilmente têm acesso à compra de habitação em Portugal, uma vez que o peso da prestação do crédito à habitação supera 40% do seu rendimento, indica um estudo do Banco de Portugal (BdP).
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.122 euros por metro quadrado em fevereiro, um novo máximo histórico e mais 17,2% do que no mesmo mês de 2025, divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A ASAE e a ENSE realizaram fiscalizações a 70 postos de combustível tendo aplicado 17 contraordenações por ausência de inspeções periódicas quinquenais obrigatórias, práticas comerciais desleais e irregularidades relacionadas com exatidão nas medições de combustível.
O consumo de gás em Portugal aumentou 11,1% para 45,0 TWh (terawatts/hora) em 2025, face a 2024, mas ficou 20% abaixo da média dos cinco anos anteriores, informou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
O índice de preços da habitação aumentou 17,6% em 2025, mais 8,5 pontos percentuais do que em 2024 e a taxa mais elevada na série disponível, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje de forma acentuada a dois, cinco e 10 anos em relação a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália, e os da Alemanha acima de 3% no prazo mais longo.
O preço do gás natural para entrega num mês no mercado holandês TTF, referência na Europa, subiu esta segunda-feira cerca de 3%, sendo negociado acima dos 61 euros por megawatt-hora (MWh), devido ao conflito no Médio Oriente.
O déficit comercial de bens entre a zona euro e o mundo aumentou para 1,9 mil milhões de euros, em janeiro, face aos 1,4 mil milhões de euros do mesmo mês de 2025, segundo o Eurostat.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana com o gasóleo simples a aumentar cerca de 15 cêntimos por litro, e a superar os dois euros, e a gasolina 95 a encarecer nove cêntimos.
Mais de metade das habitações familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhorar a eficiência energética e 30,1% das casas construídas antes de 1945 são ocupadas por famílias em risco de pobreza, indicou hoje o INE.