Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública coloca 1.496 milhões em dívida de longo prazo

O IGCP colocou hoje 1.496 milhões de euros, abaixo do montante global máximo indicativo, em Obrigações do Tesouro (OT) a nove, 17 e 27 anos às taxas de juro de 2,786%, 3,342% e 3,433%, respetivamente, foi hoje anunciado.

© D.R.

Segundo a página do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública na agência Bloomberg, em “OT 2,25% – 18Abr2034” (cerca de nove anos) foram colocados 516 milhões de euros à taxa de 2,786% e a procura atingiu 1.084 milhões de euros, 2,10 vezes o montante colocado.

Em “OT 1,15% – 11Abr2042” (cerca de 17 anos) o IGCP colocou 489 milhões de euros à taxa de 3,342% e a procura cifrou-se em 930 milhões de euros, 1,90 vezes o montante colocado.

Em “OT 1% – 12Abr2052” (cerca de 27 anos) o IGCP colocou 491 milhões de euros a 3,433% e a procura foi de 848 milhões de euros, 1,73 vezes o montante colocado.

Para hoje, o IGCP tinha anunciado a realização de três leilões de OT a nove, 17 e 27 anos, com um montante indicativo global entre 1.250 milhões de euros e 1.500 milhões de euros.

Este ano, o IGCP fez duas operações com estes títulos, recomprou 430 milhões de euros de OT com vencimento em 15 de outubro deste ano a 100,38%, em 22 de janeiro, e colocou 4.000 milhões de euros numa emissão sindicada em OT a 10 anos, em 09 de janeiro.

Últimas de Economia

Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.
As rendas das casas por metro quadrado aumentaram 5,2% em fevereiro face ao mesmo mês de 2025, mais 0,1 pontos percentuais do que em janeiro, tendo todas as regiões registado crescimentos homólogos, informou hoje o INE.
A Fitch projeta que Portugal terá um défice orçamental de 0,8% do PIB este ano, nomeadamente devido aos apoios para responder aos danos do mau tempo, existindo ainda incerteza quanto ao impacto do conflito no Médio Oriente.