Trabalhadores em ‘lay-off’ com subida homóloga de 14,3% em janeiro

O número de trabalhadores em 'lay-off' aumentou 14,3% em janeiro, face ao período homólogo, e subiu 77,5% na comparação com dezembro, para 12.364, segundo dados da Segurança Social hoje divulgados.

© D.R.

Em janeiro, “o número total de situações de ‘lay-off’ com compensação retributiva, (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho), foi de 12.364”, segundo a síntese elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social hoje divulgada.

Face ao período homólogo, regista-se um acréscimo de 1.549 prestações processadas, o equivalente a uma subida de 14,3%.

Já na comparação em cadeia, observou-se um acréscimo de 5.398 prestações processadas, o que se traduz num aumento de 77,5% face a dezembro de 2024.

O número de prestações de ‘lay-off’ está a subir consecutivamente desde setembro de 2024, ou seja, há quatro meses consecutivos.

Segundo o GEP, o regime de redução de horário de trabalho abrangeu 7.456 pessoas, um aumento de 26,3% (1.551 prestações) face a janeiro de 2024 e uma subida de 48,3% (2.430 prestações) face a dezembro de 2024.

Já o regime da suspensão temporária mais do que duplicou face ao mês anterior para 4.908. No entanto, face ao período homólogo “registou-se uma diminuição de dois processamentos”.

Em janeiro, as prestações de ‘lay-off’ foram processadas a 392 entidades empregadoras, o que representa uma redução de 205 face ao período homólogo, mas um aumento de 17 entidades face a dezembro.

Últimas de Economia

Metade dos consumidores portugueses apontou o aumento do custo de vida como principal motivo para dívidas, segundo um estudo da Intrum, que apontou ainda o uso do cartão de crédito nos últimos seis meses para pagar contas ou despesas.
A associação de consumidores Deco defende que as famílias adotem uma abordagem de gestão financeira mais estratégica e, assim, estarem melhor preparadas para enfrentar períodos de incerteza económica como o que se vive.
Os juros da dívida portuguesa subiam esta sexta-feira, 13 de março, a cinco e a 10 anos em relação a quinta-feira para máximos desde julho de 2024 e novembro de 2023, respetivamente.
Os preços dos combustíveis em Portugal vão continuar a subir na próxima semana, com o gasóleo simples a aumentar cerca de 10 cêntimos por litro e a gasolina 95 a subir 10,3 cêntimos, segundo a ANAREC.
O número de edifícios licenciados diminuiu 14,2% no quarto trimestre de 2025 face ao mesmo período de 2024, ao totalizar 5,8 mil edifícios, um agravamento da redução registada no terceiro trimestre (-2,6%), anunciou hoje o INE.
As exportações de bens recuaram 14,1% em janeiro, enquanto as importações caíram 2,5%, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Dados da DECO PROteste revelam que os consumidores estão agora a pagar mais de 254 euros por um conjunto de bens essenciais: um aumento superior a 35% desde 2022.
O parque automóvel português está mais jovem e diversificado, face a 2025, verificando-se um aumento de cinco pontos percentuais entre os veículos com menos de quatro anos, concluiu um estudo da ACP.
O preço do gás natural subiu mais 6% na abertura de hoje, ultrapassando os 53 euros, em mais um dia de subida dos preços da energia devido aos ataques aos petroleiros no Estreito de Ormuz.
A administradora do Banco de Portugal Francisca Guedes de Oliveira defendeu hoje que o sistema bancário deve estar preparado para amparar choques e acompanhar a retoma da economia.