EUA apresentam na ONU resolução que reclama “fim rápido” da guerra na Ucrânia

Os EUA propuseram na sexta-feira um projeto de resolução à Assembleia Geral da ONU que reclama "um fim rápido" do conflito na Ucrânia, sem mencionar o respeito pela integridade territorial do país, disseram fontes diplomáticas à AFP.

© Facebook de Donald J. Trump

A votação está marcada para segunda-feira, segundo as mesmas fontes.

Num momento em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, faz pressão sobre o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, o projeto de resolução, visto pela AFP, “implora um fim rápido do conflito e apela a uma paz duradoura entre a Ucrânia e a Rússia”, uma formulação lacónica, longe dos textos anteriores da Assembleia, claramente de apoio à Ucrânia.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, exortou os países membros da ONU a aprovarem esta nova resolução “simples” e “histórica”.

“Os Estados Unidos propuseram uma resolução simples e histórica às Nações Unidas, que exortamos todos os Estados membros a apoiar, para traçar um caminho para a paz”, declarou Rubio, em comunicado.

A resolução norte-americana “é uma boa ideia”, comentou o embaixador russo na ONU, Vassili Nebenzia, notando, no entanto, que falta uma referências “às raízes” do conflito.

A Assembleia Geral da ONU reúne-se na segunda-feira para assinalar o terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia.

Para a ocasião, a Ucrânia e os europeus preparam um projeto de resolução que sublinha a necessidade de “redobrar” os esforços diplomáticos para por fim à guerra “este ano” e menciona as iniciativas de vários Estados membros.

Entretanto, o ministro da Economia da Rússia, Maxim Reshetnikov, pôs hoje condições para o regresso das empresas ocidentais no fim da guerra na Ucrânia.

“É evidente que a economia russa mudou. Por isso, as exigências para as empresas estrangeiras sobre localização, investimentos imobiliários e tecnologia, serão outras”, disse à imprensa local.

O responsável político destacou que a saída das marcas estrangeiras representou uma oportunidade única para as empresas russas e disse que, graças ao apoio estatal, a aproveitaram “na totalidade”.

As empresas russas “ganharam muito em ocupar os nichos libertados pelas companhias estrangeiras. Para nós, é muito importante que esses investimentos sejam garantidos”, sublinhou.

Últimas do Mundo

As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.
Quatro ex-funcionários de uma das empresas de abastecimento de água britânicas foram acusados de manipular e falsificar controlos sobre a qualidade da água, anunciou hoje a agência do ambiente.
Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.