Ucrânia diz ter 335 mil milhões de euros em recursos naturais em território ocupado

A Ucrânia estima ter 350 mil milhões de dólares (cerca de 335 mil milhões de euros) em recursos naturais “críticos”, incluindo titânio, em território ocupado pela Rússia, disse hoje a vice-primeira-ministra ucraniana, Yulia Svyrydenko.

© D.R.

“Temos informações de que, infelizmente, materiais críticos no valor de cerca de 350 mil milhões de dólares estão em território temporariamente ocupado”, disse numa conferência de imprensa em Kiev, numa altura em que existem tensões com os Estados Unidos sobre uma proposta de acordo sobre minerais ucranianos.

Yulia Sviridenko alertou que Moscovo utilizará recursos como o alumínio para reforçar a sua aviação e citou o alumínio, o urânio, o lítio e as terras raras entre os recursos críticos da Ucrânia.

A responsável, que é também ministra da Economia, sublinhou a importância de a Ucrânia melhorar a sua capacidade de processamento desses recursos e disse que é necessário realizar uma nova avaliação geológica do seu subsolo para poder oferecer estimativas atualizadas do valor dos recursos naturais dos quais Trump quer beneficiar.

Desde há várias semanas que Donald Trump exige o equivalente a 500 mil milhões de dólares (478 mil milhões de euros) em terras raras como compensação, na sua opinião, pelo apoio norte-americano a Kiev face à invasão russa, condições que são inaceitáveis para a Ucrânia nesta fase.

A Ucrânia continua a trabalhar para fechar o acordo proposto a Kiev por Washington para que os EUA possam ter acesso à exploração dos recursos naturais ucranianos como pagamento pela assistência oferecida desde o início da invasão russa, explicou hoje o chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andrí Yermak, na mesma conferência.

“Ninguém rejeitou nada”, disse Yermak, em Kiev. O chefe do gabinete presidencial ucraniano acrescentou que o processo de trabalho para finalizar os detalhes do acordo continua de forma “normal” e insistiu que o documento final deve refletir tanto “o interesse nacional da Ucrânia” como os interesses dos seus parceiros.

Yermak fez estas declarações depois de representantes da administração do presidente dos EUA, Donald Trump, incluindo o próprio presidente, terem censurado o líder ucraniano Volodymyr Zelensky por não ter aceitado para já a proposta feita pelos EUA.

Zelensky explicou que o acordo original apresentado pelos EUA era inaceitável para a Ucrânia, uma vez que não incluía qualquer referência a garantias de apoio contínuo dos EUA em troca do acesso aos recursos naturais ucranianos.

Yermak sublinhou mais uma vez a importância de qualquer acordo de paz alcançado com a Rússia que ofereça sólidas garantias de segurança para que a Ucrânia não

Trump tinha prometido acabar rapidamente com a guerra na Ucrânia, desencadeada pela invasão russa há três anos, mas desde uma conversa telefónica com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em 12 de fevereiro, retomou a retórica do Kremlin sobre a responsabilidade das autoridades ucranianas no conflito e descreveu o Presidente ucraniano como um “ditador sem eleições”.

Últimas do Mundo

A Tailândia recebeu, no ano passado, 57.497 turistas portugueses, um aumento de 4,93% em relação a 2024, o que constitui um recorde, de acordo com dados hoje divulgados.
Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.
As perdas económicas decorrentes de catástrofes naturais em todo o mundo caíram quase 40% em 2025, mas o panorama global dos eventos climáticos extremos continua alarmante, afirmou hoje a resseguradora Munich Re.
O aeroporto de Viena suspendeu hoje temporariamente as suas operações devido ao gelo que cobre as pistas e as áreas circundantes, após a queda de neve das últimas horas.
A empresa de energia Endesa comunicou hoje que dados de milhões de clientes em Espanha foram alvo de “pirataria” informática.
Milhares de agricultores juntaram-se este sábado, dia 10 de janeiro, em Athlone, no centro da Irlanda e em Ourense, Espanha, para protestar contra o acordo de comércio livre entre a União Europeia e o Mercosul, de acordo com as agências AFP e EFE.
A polícia de Devon e Cornualha informou que a vítima mortal é um homem com cerca de 50 anos que morreu na noite de quinta-feira após a queda de uma árvore sobre a caravana em que se encontrava.
As autoridades australianas declararam hoje o estado de catástrofe devido à dimensão dos incêndios florestais, que destruíram várias casas e devastaram vastas áreas de floresta no sudeste rural do país.
O número de insolvências de empresas na Alemanha atingiu em 2025 o nível mais alto dos últimos 20 anos (17.604), de acordo com uma análise divulgada hoje pelo Instituto Leibniz de Investigação Económica de Halle (IWH).
A igreja católica de Espanha vai assumir a reparação de centenas de vítimas de abusos sexuais cujos casos não podem já ter resposta por via judicial, segundo um acordo assinado hoje entre a Conferência Episcopal e o Governo.