Tribunal confirma prescrição de mais dois crimes de Ricardo Salgado

O tribunal confirmou a prescrição de mais dois crimes de Ricardo Salgado no processo BES, ficando agora o antigo presidente do Banco Espírito Santo a responder por 54 crimes, menos 11 do que no início do julgamento.

© LUSA

De acordo com os despachos assinados este mês, e a que a Lusa teve acesso, prescreveram dois crimes de infidelidade – um a 28 de fevereiro e outro a 8 de março.

Hoje prescrevem mais dois crimes de infidelidade, mas ainda não foi proferido pelo Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa o despacho que confirmará estas prescrições e que fará com que a lista de crimes do antigo banqueiro fique pelos 52.

Os dois crimes cuja prescrição foi confirmada pelo tribunal, e cuja pena pode ir até aos três anos de prisão ou multa, estão relacionados com a Espírito Santo International (ESI): um deles referente à venda de dívida da ESI aos clientes do BES e o outro com o pagamento, por parte do BES, da dívida colocada nos seus clientes, mesmo sabendo das potenciais perdas, já em 2014.

O Ministério Público acusou Ricardo Salgado de 65 crimes em julho de 2020, mas o ex-banqueiro chegou a julgamento, que começou em outubro de 2024, com 62 crimes, uma vez que já tinham prescrito dois crimes de falsificação e um de infidelidade.

Desde que começou o julgamento do processo BES/GES, a juntar às duas prescrições mais recentes, já caíram seis crimes de falsificação de documento, cuja pena pode ir também até aos três anos ou multa.

Ricardo Salgado continua a ser julgado pelos crimes de associação criminosa, burla qualificada, corrupção ativa, manipulação de mercado, branqueamento de capitais, falsificação de documento e infidelidade.

O antigo presidente do BES é um dos 18 arguidos deste processo, em que o Ministério Público estima que os atos alegadamente praticados entre 2009 e 2014 pelos arguidos, ex-quadros do BES e de outras entidades do GES, tenham causado prejuízos de 11,8 mil milhões de euros ao banco e ao grupo.

Últimas do País

GNR intercetou o grupo durante a madrugada, em Tavira, com cerca de 200 jerricans de combustível e um motor de lancha. Horas depois, os 13 arguidos, de nacionalidades espanhola, marroquina e romena, foram libertados e notificados para regressar ao tribunal a 18 de setembro.
Um homem de 22 anos foi detido pela PSP em Beja por suspeitas de tráfico de droga e posse ilegal de arma de fogo, revelou aquela força de segurança.
Ex-governante recebe 5524 euros de reforma e mais 3000 pelas funções de provedor do SUCH, entidade tutelada pelas Finanças e pela Saúde.
Dez pessoas morreram e mais de 1.000 ficaram feridas, 60 das quais com gravidade, entre 18 de agosto e segunda-feira, indicaram hoje as forças de segurança num balanço conjunto sobre a campanha “Taxa Zero ao Volante”.
Os sete homens detidos no sábado, no âmbito de uma operação que levou à apreensão de mais de cinco toneladas de haxixe junto ao rio Guadiana, no Algarve, ficaram em prisão preventiva, revelou esta segunda-feira fonte da GNR.
Dois homens detidos pela suspeita de atearem incêndios florestais em situações distintas no Peso da Régua e em Sabrosa vão aguardar julgamento em prisão preventiva, informou esta terça-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ) de Vila Real.
Uma rede criminosa desmantelada pela Polícia Judiciária (PJ) é suspeita de lesar, através de esquemas de burlas por meios informáticos, mais de duas dezenas de vítimas da região do Minho, num valor global aproximado de 80 mil euros.
Doze pessoas ficaram feridas, uma das quais com gravidade, no atropelamento hoje de madrugada na Oura, Albufeira, numa zona de bares, tendo o condutor sido detido, disse à Lusa fonte da GNR.
Um homem de 53 anos foi detido por suspeitas de ter ateado pelo menos cinco dos 15 incêndios florestais registados desde 25 de julho em Moura Morta, no concelho de Peso da Régua. Os fogos terão sido provocados de forma semelhante, com chama direta sobre vegetação seca, em zonas próximas de casas, terrenos agrícolas e áreas florestais.
Presidente do CHEGA diz que as circunstâncias do incêndio que destruiu a sede distrital “não foram normais” e confirma a apresentação de uma queixa-crime.