Contribuintes com rendimento anual bruto superior a 100 mil euros são 1,35%

O número de agregados familiares com rendimentos superiores a 100 mil euros brutos por ano totaliza 81.057, o que equivale a 1,35% dos que em 2024 entregaram declaração de IRS.

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De acordo com as estatísticas do IRS de 2023 (cuja declaração foi entregue em 2024), agora divulgadas, havia naquele ano 74.647 agregados com rendimentos anuais entre os 100 mil e os 250 mil euros, a que se somam 6.410 agregados que auferiram um valor superior a 250 mil euros, num total 81.057.

Em ambos os patamares de rendimento se registou uma subida face ao ano anterior em que as pessoas no escalão entre 100 mil a 250 mil euros totalizavam 64.940 e as do patamar acima dos 250 mil euros eram 5.409.

Juntos estes dois grupos de contribuintes correspondem a 1,35% do total de 6.005.665 que entregaram declaração de IRS.

Os dados relativos ao número de agregados por escalão de rendimento mostram que os grupos mais numerosos de contribuintes estão entre os que ganham entre 5 mil e 10 mil euros brutos por ano e entre os 10 mil e os 13.500 euros, patamares onde se encontram, respetivamente, 1.036.514 e 1.112.802 agregados.

Antes destes valores há ainda um grupo de 690.372 que reportaram rendimentos inferiores a 5 mil euros brutos anuais, com este número a refletir uma subida de 1,48% face ao ano imediatamente anterior.

De acordo com as estatísticas da AT, em 2023 registou-se uma descida de 15,88% no número de agregados com rendimentos entre os 5 mil e os 10 mil euros anuais, por comparação com os 1.232.199 contribuintes que se enquadravam neste patamar um ano antes.

Esta descida poderá ser devida à subida do salário mínimo nacional que em 2023 foi fixado nos 760 euros, fazendo com que o valor bruto anual avançasse para os 10.640 euros. A subida do SMN ajuda, por ouro lado, a explicar o acréscimo de 12,96% observado no universo dos que reportaram rendimentos entre os 10 mil e os 13.500 euros brutos anuais.

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