INEM vai alterar testes do curso de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar

O INEM vai alterar os testes teóricos da formação para Técnico de Emergência Pré-Hospitalar (TEPH) para evitar situações como a que a Lusa divulgou na semana passada, da partilha de respostas pelos formandos em grupos Whatsapp.

©INEM

Questionado pela Lusa sobre esta matéria, o presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Sérgio Janeiro, revelou: a matéria é a mesma, mas a forma de formular as questões e os testes teóricos “vão ser alterados de turma para turma, de modo a não [permitir] falsear os resultados”.

Na semana passada, a Lusa divulgou que as respostas a alguns testes da formação para TEPH estavam a ser partilhadas num grupo Whatsapp com dezenas de formandos, uma situação que levou a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica (ANTEM) a pedir intervenção urgente das autoridades competentes.

Este curso, que arrancou no início do ano com um total de 200 formandos, está a ser contestado por dezenas deles, que apresentaram denúncias, tanto ao Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH) como à ANTEM.

Em declarações à Lusa, o presidente do INEM disse que o instituto pretende que o processo seja o mais credível possível: “Queremos credibilizar a formação, porque é importante referir que a formação é exigente”.

“É importante que as pessoas tenham a noção de que, no fim da formação, são profissionais bem treinados para cumprirem o seu trabalho com toda a competência”, acrescentou.

O presidente do INEM apontou ainda a colaboração com as escolas médicas para esta formação, revelando que, em maio, será dado um módulo deste curso na Universidade da Beira Interior, que irá receber três turmas das várias zonas do país.

“Este ano está a haver um esforço enorme em termos de formação, uma vez que queremos formar estes 200 técnicos dentro do período experimental”, disse o responsável, adiantando que o INEM está a aguardar autorização para abrir concurso para mais 200 técnicos, que serão formados, e que pretende recuperar os profissionais que ainda não têm formação completa.

A intenção – explicou – é que todos os TEPH tenham a formação completa até final de 2025.

Esta era, aliás, uma recomendação da Inspeção Geral das Atividades em Saúde (IGAS), que no último relatório revelou que, em setembro de 2024, 70% dos profissionais da carreira TEPH não tinham concluído a formação específica aprovada e homologada pela tutela.

Desta formação, referia a IGAS, “depende a garantia da aquisição das competências específicas necessárias ao bom desempenho de todas as funções compreendidas no conteúdo funcional da carreira, em particular na prestação dos atos assistenciais”.

Ainda sobre a carreira TEPH, Sérgio Janeiro considerou que um técnico de emergência pré-hospitalar “deverá ter produtos formativos disponíveis nas faculdades, neste caso, nas escolas médicas”, permitindo a alguém que saia do 12.º ano fazer o curso e, depois, “concorrer ao INEM, aos bombeiros, à proteção civil, a privados, ou até a programas no estrangeiro com os quais existe algum tipo de equivalência”.

A ideia é “utilizar a disponibilidade das escolas médicas à medida que vão estando preparadas para ministrar determinado módulo”.

“À medida que as escolas médicas vão dando essa disponibilidade, nós ajustamos os horários e encaminhamos as turmas para as escolas médicas para o fazer”, acrescentou.

Considerou ainda que “é nesse sentido que o sistema deverá avançar”, para aumentar também “o nível de base de formação dos tripulantes das ambulâncias” dos parceiros do INEM, que “prestam o primeiro socorro à grande maioria das situações que levam à ativação de meios”.

Últimas do País

Os abusos poderão ter ocorrido num terreiro no Seixal, espaço considerado sagrado no culto dos orixás — prática religiosa baseada na crença em divindades intermediárias entre o humano e o divino.
A Ordem dos Médicos recebe por mês entre quatro e seis queixas relacionadas com questões laborais, incluindo violência psicológica e assédio, tendo criado um gabinete que, segundo o seu coordenador, tem contribuído para o aumento das denúncias.
Recluso escondia canábis, anfetaminas e esteroides anabolizantes na cela. Tribunal concluiu que o material se destinava à venda dentro do Estabelecimento Prisional de Coimbra.
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) desenvolveram um estudo, a que a Lusa teve acesso, que associou a falta de vitamina C e A a sintomas de hiperatividade e défice de atenção.
As temperaturas vão subir a partir de sábado, sendo provável que se mantenham muito elevadas na próxima semana, com temperaturas que podem chegar aos 40 graus, ou ser superiores, em algumas regiões, segundo a meteorologista Maria João Frada.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje, em Lisboa, um homem suspeito de ter colaborado na fuga de cinco presos da cadeia de Vale de Judeus, em 2024, e apreendeu uma arma de fogo, anunciou aquela força policial.
A decisão da Câmara do Entroncamento, liderada pelo CHEGA, de cortar água e eletricidade a habitações municipais ocupadas ilegalmente desencadeou protestos de elementos da comunidade cigana junto aos Paços do Concelho. A autarquia garante que não recuará no combate às ocupações ilegais.
Cerca de duas dezenas de operacionais estão a combater um incêndio que deflagrou hoje à tarde num bar da praia do Dragão Vermelho, na Costa da Caparica, concelho de Almada, informou a Proteção Civil.
A PSP deteve um homem, em Bragança, na segunda-feira, por tráfico de droga, tendo-lhe sido apreendidas mais de 2.000 doses de estupefaciente, informou, hoje, esta força de segurança.
André Ventura recusa convite da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para assistir ao Mundial de 2026 nos Estados Unidos e diz que o momento exige proximidade com os problemas dos portugueses.