Produção da EDP Renováveis sobe 12% no primeiro semestre

A produção de energia renovável pela EDP Renováveis (EDPR) aumentou 12% no primeiro semestre, comparando com o mesmo período de 2024, anunciou hoje a empresa.

© D.R.

No total, a produção da EDPR alcançou os 21,2 terawatt-hora (TWh) nos primeiros seis meses deste ano, revelou a empresa, numa informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A produção na América do Norte representou 60% do total de eletricidade renovável produzida pela EDPR entre janeiro e junho, com a geração na Europa a ter um peso de 27% e na América do Sul de 4%.

A EDPR produziu no primeiro semestre mais 18% na América do Norte, mais 46% na América do Sul e menos 6% na Europa.

A queda na Europa foi “condicionada por recursos eólicos abaixo da média”, disse a empresa no comunicado enviado à CMVM, no qual explica que o aumento na América do Sul foi impulsionado “por uma melhoria nos recursos eólicos” face ao primeiro semestre de 2024 “e novas adições de capacidade” eólica e solar no Brasil.

Por tipo de tecnologia, a eólica continua a ser a que tem mais peso na produção da EDPR (78%), mas a que mais cresceu no primeiro semestre deste ano foi a solar (centralizada): mais 132% do que no mesmo período de 2024, representando agora 20% do total da eletricidade gerada pela empresa.

A produção eólica caiu 1% no mesmo período.

Na informação enviada à CMVM, a empresa disse que o aumento de 12% de produção no primeiro semestre tem “como base a maior capacidade instalada”.

Segundo os dados divulgados hoje, nos últimos 12 meses, a EDPR adicionou capacidade bruta de produção de 3,4 GW (gigawatts), das quais 83% da Europa e América do Norte e 68% energia solar.

“As adições de capacidade líquidas foram parcialmente compensadas por transações de rotação de ativos”, incluindo “a desconsolidação” de 0,2 GW na Polónia, no terceiro trimestre de 2024, e de 83 MW (megawatts) em Espanha, no segundo trimestre de 2025, abrangendo projetos eólicos e solares.

Só no primeiro semestre deste ano, a EDPR adicionou 0,4 GW de capacidade de produção renovável – 161 MW de energia eólica e 257 MW de energia solar.

“Por região, a América do Norte representou 62% das adições, a Europa 23%, a Ásia-Pacífico 9% e a América do Sul 6%”, disse a empresa.

Em junho, “a capacidade em construção era de 2,3 GW, suportando a expectativa de adições de capacidade de cerca de 2 GW em 2025, em linha com o esperado”, lê-se no comunicado de hoje da EDPR à CMVM.

A EDPR vai divulgar os resultados do primeiro semestre em 30 de julho.

Nos primeiros três meses, teve lucros de 52 milhões de euros, menos 24% do que nos mesmos meses de 2024, devido a um impacto negativo de 13 milhões de euros de “itens não recorrentes”, relacionados com “a depreciação acelerada” do projeto eólico Meadow Lake IV, nos Estados Unidos.

No ano passado, a empresa teve resultados líquidos negativos, com 556 milhões de euros de prejuízos, que justificou com impactos negativos de “itens não recorrentes” de 777 milhões de euros, relacionados, essencialmente, com a decisão de não continuar com os projetos na Colômbia e com uma “decisão preventiva” da Ocean Wind (‘joint venture’ que tem com a Engie) de registar uma imparidade de 133 milhões de euros no negócio nos Estados Unidos devido à incerteza regulatória em torno dos projetos ‘offshore’.

A EDP Renováveis, que tem sede em Madrid, é uma empresa subsidiária e detida maioritariamente pelo Grupo EDP (Energias de Portugal), operando no domínio das energias renováveis.

Últimas de Economia

Abastecer volta a ficar mais caro já na próxima semana, com novos aumentos nos combustíveis, com a gasolina a subir 4,5 cêntimos por litro e o gasóleo a aumentar oito cêntimos por litro, penalizando outra vez quem trabalha, produz e depende do carro para viver, num país onde encher o depósito está cada vez mais próximo de um luxo.
O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.