Revolut abre sucursal em Portugal e quer passar a 3.º banco em clientes

A sucursal da Revolut em Portugal arranca hoje, passando a disponibilizar IBAN português aos clientes, disse à Lusa o responsável da operação portuguesa, acrescentando que a Revolut quer ser o terceiro banco em clientes no prazo de três anos.

© D.R.

“Nós queremos estar no ‘top’ três nacional, é uma ambição”, disse à Lusa Rúben Germano, considerando que a Revolut conseguirá chegar a terceiro maior banco em Portugal em número de clientes em três anos.

Até hoje, a Revolut operava em Portugal ao abrigo do regime de livre prestação de serviços desde a Lituânia. A partir de agora, passa a ter sucursal em Portugal, continuando esta dependente do banco da Lituânia (o Revolut Bank UAB, razão pela qual os depósitos continuam protegidos pelo fundo de garantia lituano).

Atualmente, a Revolut tem 1,8 milhões de clientes particulares em Portugal e, segundo Rúben Germano, com o IBAN (número de conta bancária) português e os novos serviços associados “o ritmo vai acelerar”.

O responsável da Revolut em Portugal explicou que com a sucursal portuguesa e o IBAN português fica facilitado o acesso a serviços como domiciliação de ordenado e débitos diretos (atualmente há empresas que não permitem estes serviços em contas com IBAN estrangeiro), serviços que identifica como fundamentais para o cliente bancário português.

Com estas alterações, a Revolut passa a estar inserida no sistema de pagamentos português, fazendo integração com sistemas Multibanco e MB Way.

“Isto é importantíssimo, com o IBAN português vamos conseguir estar em mais momentos do dia a dia do cliente, ser a conta principal do cliente”, disse, considerando que até agora, sem esses produtos financeiros, a Revolut não conseguia ser.

A Revolut irá ainda lançar uma conta de depósitos com juros diários.

Contudo, para já, o processo de migração dos clientes existentes para a sucursal portuguesa será gradual ao longo das próximas semanas e algumas funcionalidades (como Multibanco) só estarão disponíveis depois de a migração estar concluída, disse a Revolut.

Questionado sobre crédito à habitação, Rúben Germano afirmou que não há previsões para a Revolut fazer esses empréstimos em Portugal. O grupo apenas está a conceder esse crédito na Irlanda e na Lituânia, avaliando como o mercado se comporta antes de decidir se expande para outros países.

“Neste momento ainda estamos a aprender com o produto. Não temos já previsto [para Portugal]. Mas sabemos que é um produto importantíssimo no mercado português. Acho que quando tivermos todos os produtos que vamos lançar neste mês e meio, é só esse [crédito à habitação] que nos falta”, afirmou.

Sobre empresas, a Revolut ainda não trabalha com esse segmento de clientes em Portugal.

A Revolut não divulga volume de negócios e resultado líquido da operação em Portugal, nem o investimento feito em Portugal.

O grupo Revolut teve lucros de 934 milhões de euros em 2024, mais do dobro face aos 395 milhões de euros de 2023.

O banco, que se autodefine como ‘superapp financeira’, tem mais de 55 milhões de clientes e mais de 10 mil trabalhadores em todo o mundo.

Em Portugal, a Revolut tem 1.300 trabalhadores.

Últimas de Economia

Dez instituições sociais açorianas não vão pagar o subsídio de Natal aos trabalhadores por dificuldades financeiras devido a atrasos da República nas transferências e o Governo Regional disse hoje que está disponível para ajudar a ultrapassar o problema.
Metade dos pensionistas por velhice recebia uma pensão abaixo dos 462 euros, apesar de a média de 645 euros, segundo dados analisados por economistas do Banco de Portugal (BdP), que assinalam ainda as diferenças entre géneros.
O número de passageiros movimentados nos aeroportos nacionais aumentou 4,7% até outubro, face ao mesmo período de 2024, para 63,869 milhões, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
Segundo um relatório do INE realizado em 2025 sobre rendimentos do ano anterior indicam que 15,4% das pessoas estavam em risco de pobreza em 2024, menos 1,2 pontos percentuais (p.p.) do que em 2023.
As exportações de bens caíram 5,2% e as importações recuaram 3% em outubro, em termos homólogos, sendo esta a primeira queda das importações desde junho de 2024, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos aumentou 16,4% até outubro face ao período homólogo, totalizando os 5.774, superando o total de todo o ano passado, segundo os dados divulgados pela DGERT.
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 4,5% em outubro face ao mesmo mês do ano passado, com a mão-de-obra a subir 8,3% e os materiais 1,3%, de acordo com dados hoje divulgados pelo INE.
Os consumidores em Portugal contrataram em outubro 855 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 11,3%, enquanto o número de novos contratos subiu 4%, para 157.367, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O Governo reduziu o desconto em vigor no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP), aplicável à gasolina sem chumbo e ao gasóleo rodoviário, anulando parte da descida do preço dos combustíveis prevista para a próxima semana.
Os pagamentos em atraso das entidades públicas situaram-se em 870,5 milhões de euros até outubro, com um aumento de 145,4 milhões de euros face ao mesmo período do ano anterior, segundo a síntese de execução orçamental.