Comissão Europeia aponta quebra histórica na produção de vinho

A Comissão Europeia prevê, que os mercados agrícolas da União Europeia (UE) cresçam 1,1% este ano e 1,5% em 2026, antecipando uma quebra histórica no vinho, incluindo de 8% em Portugal, e recuperação no azeite.

© D.R.

De acordo com a edição do verão de 2025 do relatório sobre as perspetivas a curto prazo dos mercados agrícolas da UE, hoje divulgada pelo executivo comunitário, a produção de vinho deverá ficar 10% abaixo da média de cinco anos, com uma quebra anual de 5%, para um mínimo histórico de 20 anos (137 milhões de hectolitros) no período de 2024/2025.

Isto deve-se, segundo Bruxelas, a uma quebra de 25% da produção vinícola em França, de 11% na Alemanha e 8% em Portugal, que os aumentos de 15% em Itália e de 10% em Espanha não compensam.

Já a produção de azeite está a recuperar acentuadamente, com um aumento até junho de 37% que levou a uma baixa dos preços.

A produção de aves de capoeira deverá também crescer, apoiada por uma procura crescente e as entregas de leite permanecem estáveis, antecipa a Comissão.

Por outro lado, as perspetivas de produção registam uma tendência decrescente para o açúcar e a carne de ruminantes, além do vinho.

Entretanto, a inflação dos produtos alimentares na UE continua a ser superior à geral (3,1% contra 2,2% em maio), embora se observe alguma estabilidade – ou mesmo deflação – em algumas categorias de produtos alimentares.

Apesar dos níveis historicamente elevados, os agricultores da UE registaram recentemente uma estabilização dos custos dos fatores de produção.

O relatório antecipa que os preços do petróleo desçam, embora as tensões no Médio Oriente possam afetar esta situação.

As instabilidades geopolíticas, os desafios relacionados com o clima e a evolução das políticas comerciais dos principais atores mundiais, como os Estados Unidos e a China, constituem ameaças à estabilidade dos mercados mundiais e da UE, adverte Bruxelas.

Últimas de Economia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) voltou hoje a rever em baixa a estimativa de crescimento da economia portuguesa, de 1,9% para 1,7% este ano, no relatório relativo ao Artigo IV.
O Tribunal de Contas rejeitou hoje responsabilidades no atraso e no custo do futuro Hospital Oriental de Lisboa, diz que deu o visto em 27 dias úteis e que precisou de diversos esclarecimentos para suprir "falhas e ilegalidades".
A economia da zona euro abrandou a sua contração em junho, após dois meses em que se intensificou, num contexto de diminuição das pressões inflacionistas decorrentes do impacto da guerra no Médio Oriente, segundo o índice PMI.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende alterar o cálculo do IRS, voltando a considerar os dependentes no chamado quociente familiar e aumentando as deduções atribuídas por cada filho.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) alertou hoje para uma burla através de telefonemas aparentemente da Paypal, nos quais os utilizados desta aplicação de pagamentos 'online' são informados de compras suspeitas que, na realidade, nunca aconteceram.
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 8.100 milhões de euros em abril face a março, para 876.200 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.