Cotação do Brent para entrega em outubro sobe 1,23% para 68,05 dólares

A cotação do barril de Brent para entrega em outubro terminou hoje no mercado de futuros de Londres a subir 1,23%, para os 68,05 dólares.

© D.R.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, concluiu a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 83 cêntimos acima dos 67,22 dólares com que encerrou as transações na terça-feira.

A cotação do Brent recuperou terreno depois de os investidores terem avaliado o impacto das novas taxas alfandegárias de 50% sobre as importações oriundas da Índia, como castigo de Donald Trump pelas suas compras de petróleo à Federação Russa, perante o receio de maiores restrições aos seus fornecimentos, já afetados por ataques ucranianos recentes a refinarias russas.

Os ataques com aparelhos não tripulados por parte da Ucrânia reduziram a capacidade de refinação da Federação Russa e provocaram que as estações de serviço em várias regiões do Estado russo tenham ficado sem combustível, com o existente a ver o preço a subir.

Neste contexto, as negociações entre ucranianos e russos encontram-se em ponto morto.

Além desta situação comercial e geopolítica, a cotação do petróleo manteve-se em alta, também devido a uma queda superior à esperada dos stocks de petróleo nos EUA, pela segunda semana consecutiva. O que indica uma forte procura no país.

Últimas de Economia

O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.
Os consumidores em Portugal contrataram em abril 881,1 milhões de euros em crédito ao consumo, numa subida homóloga acumulada de 13,6%, enquanto o número de novos contratos avançou para 146.018, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As remunerações dos novos depósitos a prazo aumentaram em abril pelo terceiro mês consecutivo, para 1,44%, uma tendência em linha com a zona do euro, apesar de continuar abaixo do selecionado no mês homólogo, divulgou hoje o BdP.
A economia da zona euro teve um aumento homólogo de 0,3% até março, e o da União Europeia de 0,7%, divulgou o Eurostat, revendo em baixa a estimativa publicada em abril de, respetivamente, 0,8% e 1,0%.
As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 10,2% no primeiro trimestre, em termos homólogos, enquanto os novos fogos licenciados recuaram 4,7% e o consumo de cimento subiu 2,2%, segundo a AICCOPN.
O preço da gasolina deverá manter-se na próxima semana e o do gasóleo subir 4,5 cêntimos, segundo as previsões da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (Anarec) cedidas à Lusa.
A taxa Euribor subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, para máximos desde abril de 2025 no prazo mais curto.
A Comissão Europeia abriu hoje um processo a Portugal e a outros 11 Estados-membros por não terem estabelecido regras nacionais para sancionar quem viole um regulamento sobre combustíveis sustentáveis na indústria da aviação.
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) prevê que o saldo orçamental português será nulo este ano, passando para um défice de 0,1% em 2027, segundo as previsões divulgadas hoje.