OE: Redução da carga fiscal e aumento de pensões entre condições do Chega

O líder do Chega, André Ventura, colocou hoje cinco condições ao Governo para negociar o próximo Orçamento do Estado, incluindo uma redução da carga fiscal, aumento das pensões ou mais verbas para as forças de segurança.

Partido CHEGA

“O Chega aceita conversar sobre o Orçamento do Estado e aceita contribuir para um bom desenho do Orçamento do Estado, sob cinco condições fundamentais”, afirmou, em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa.

André Ventura quer uma redução da carga fiscal, um “aumento permanente das pensões” e um “aumento das deduções fiscais em sede de IRS das despesas com habitação”.

O Chega coloca também como condição “um aumento significativo da dotação orçamental para o combate ao crime e estabelecimento da ordem no país”, além de “um corte sustentável na despesa dos ministérios, na despesa política e na subsidiodependência”.

“A partir daqui começaremos a desenhar a base sobre se há uma maioria política ou não há uma maioria política”, afirmou.

Ventura recusou que o Chega esteja condicionado a aprovar o Orçamento do Estado para 2026 depois de o Governo se ter comprometido com uma descida maior do IRS no próximo orçamento, para ir ao encontro de uma das exigências do Chega.

“O Chega não está condicionado, mas há aqui uma mútua responsabilidade, isso é uma evidência, quando se propõem medidas e essas medidas são aceites então há uma mútua responsabilidade de continuar a assumir essas medidas e levá-las avante, mas também da nossa parte, de exigir ao Governo que siga mesmo por esse caminho e não tenha anunciado uma coisa e agora vá fazer outra no orçamento”, salientou.

O líder do Chega confirmou que a reunião entre o seu grupo parlamentar e o Governo, no âmbito de uma ronda de encontros anunciada na quinta-feira pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, vai decorrer na próxima quarta-feira de manhã.

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