CHEGA ULTRAPASSA AD E PS NAS INTENÇÕES DE VOTO

O CHEGA surge pela primeira vez na liderança das intenções de voto em Portugal, de acordo com o mais recente Barómetro DN/Aximage, publicado pelo Diário de Notícias.

© Folha Nacional

O partido liderado por André Ventura atingiu, na passada sexta-feira, um máximo histórico de 26,8%, ultrapassando a Aliança Democrática (AD), atualmente no Governo, que desce para os 25,9%, enquanto o PS se mantém na terceira posição, com 23,6%.

“O povo português está a acordar, já não confia nos mesmos de sempre. O CHEGA lidera porque diz aquilo que os outros não têm coragem de dizer”, evidenciou André Ventura, em reação aos resultados.

Para o presidente do CHEGA, estes resultados mostram que “a esquerda ficou para trás” e que o “CHEGA é que é a verdadeira oposição”.

“Isto já não é apenas crescimento, é uma revolta popular contra os partidos do sistema. O povo fartou-se da mentira, da corrupção e da conivência. O CHEGA é a voz dessa revolta!”, arrematou.

O crescimento do CHEGA representa uma subida de quatro pontos face ao resultado das legislativas de maio e de oito pontos em relação ao barómetro anterior, revelando um apoio mais homogéneo entre regiões, faixas etárias e classes sociais.

A Área Metropolitana de Lisboa destaca-se como a zona onde o partido regista maior força (31,9%), contrastando com a Área Metropolitana do Porto, onde não vai além dos 19,5%. Já a AD, coligação formada por PSD e CDS, perde quase seis pontos relativamente às eleições legislativas, mas mantém vantagem entre o eleitorado feminino (27,6%), nas classes mais altas (28,8%) e em regiões como o Centro (32,1%) e a Área Metropolitana do Porto (33,1%).

O PS, apesar de ligeiramente acima do resultado eleitoral que ditou a saída de Pedro Nuno Santos, não consegue inverter a tendência de perda de terreno para os dois principais rivais.

A força socialista permanece sobretudo entre os mais velhos (37,4%) e no Sul e Ilhas (34,5%). Entre os partidos mais pequenos, o Livre (6,5%) ultrapassa a Iniciativa Liberal (6,2%), agora liderada por Mariana Leitão. CDU (3,1%), Bloco de Esquerda (2,4%) e PAN (1,7%) ficam a grande distância.

O estudo DN/Aximage revela ainda uma quebra na confiança em Luís Montenegro como primeiro-ministro, que cai para 28%, menos oito pontos face a maio. Pela primeira vez, André Ventura surge como opção, reunindo 24% das preferências, à frente de José Luís Carneiro, apontado por 20% dos inquiridos.

 

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