Preços da habitação sobem 17,2% no 2.º trimestre

O índice de preços da habitação aumentou 17,2% no segundo trimestre, acelerando 0,9 pontos percentuais face aos três meses anteriores, tendo sido transacionados mais de 10.000 milhões de euros, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).

© DR

 

Segundo o INE, os preços das casas existentes subiram 18,3% e das habitações novas 14,5% entre abril e junho.

Face aos três meses anteriores, o Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 4,7%, contra 4,8% no trimestre precedente, tendo as casas existentes tido um aumento de 5,1% e as habitações novas uma subida de 3,8%.

Entre abril e junho foram transacionadas 42.889 habitações, uma subida de 15,5% e mais 3,7% face aos três meses anteriores, num total de mais de 10.300 milhões de euros.

O valor transacionado foi superior em 30,4% ao acumulado no mesmo período do ano passado.

No segundo trimestre deste ano, mais de quatro em cada cinco casas transacionadas (34.579, 80,6%) eram habitações existentes, numa subida homóloga de 16,7%. Por sua vez, as restantes 8.310 habitações novas representaram uma subida homóloga de 10,9%.

O valor das transações de habitações existentes cresceu 33,6% no segundo trimestre, para cerca de 7.600 milhões de euros, acima da subida homóloga de 22,0% entre as habitações novas, que totalizaram perto de 2.600 milhões de euros.

O valor das transações de alojamentos cresceu 6,8% no segundo trimestre deste ano face aos primeiros três meses, tendo o crescimento observado no valor das transações das habitações existentes superado o das habitações novas em 9,2% e 0,3%, respetivamente.

As famílias foram as principais compradoras de habitação entre abril e junho, com um peso relativo de 87,9% nas transações – a percentagem mais alta desde o terceiro trimestre de 2020.

Os 37.699 alojamentos adquiridos por famílias no segundo trimestre movimentaram perto de 8.900 milhões de euros, apresentando subidas homólogas respetivas de 18,0% e 32,8%.

Últimas de Economia

O indicador de confiança dos consumidores caiu em abril para o valor mais baixo desde novembro de 2023, enquanto o clima económico aumentou, depois de ter diminuído em março.
A procura de crédito à habitação e consumo por parte dos clientes particulares aumentou no primeiro trimestre deste ano, segundo o inquérito ao mercado de crédito do Banco de Portugal.
As famílias na zona euro pouparam menos no quarto trimestre de 2025, tendência acompanhada no conjunto da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta terça-feira, 28, pelo Eurostat.
O governador do Banco de Portugal comprou ações da Galp e da Jerónimo Martins já no exercício de funções, mas acabou obrigado pelo Banco Central Europeu (BCE) a desfazer os negócios por violarem as regras impostas ao cargo.
O CHEGA quer a administração da TAP no Parlamento para explicar uma nova sucessão de falhas na companhia, entre indemnizações polémicas, aviões parados e riscos financeiros que continuam a levantar dúvidas sobre a gestão da transportadora.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi de 2.151 euros por metro quadrado em março, um novo máximo histórico e mais 16,5% do que no mesmo mês de 2025, divulgou hoje o INE.
O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.