Grupo de ciganos espanca casal em frente à filha bebé

Um casal foi brutalmente espancado por ciganos à frente da filha bebé em Valongo. Mais de quinze pessoas cercaram e agrediram as vítimas, deixando o homem em estado grave. Este é mais um exemplo da gravidade da criminalidade que tem aumentado.

© D.R.

Um casal foi espancado no passado dia 3 de setembro em Sobrado, Valongo, junto a um supermercado e à frente da filha bebé, de apenas dois anos. O ataque envolveu mais de quinze pessoas de etnia cigana e deixou o homem, de 39 anos, em estado grave, segundo avançou o Correio da Manhã (CM).

Tudo começou com uma discussão entre três mulheres à saída do supermercado, sendo que duas delas, de etnia cigana, tentaram agredir a terceira. O casal, de 39 e 31 anos, interveio para travar a situação, mas acabou por ser cercado e espancado por um grupo de familiares e amigos dos agressores. O homem foi violentamente agredido, sofrendo ferimentos graves no rosto e podendo necessitar de cirurgia. A mulher sofreu lesões menos graves, mas a filha bebé, com apenas dois anos, presenciou as agressões de que foram alvo os pais.

“Duas mulheres estavam a tentar agredir uma outra senhora e a minha mulher foi lá para impedir. Elas viraram-se à minha mulher e eu fui lá separar. Passado um bocado, apareceram outras pessoas. Foram mais de 15 pessoas a agredir-me”, descreveu a vítima.

Na sequência da investigação, a GNR desencadeou uma operação de grande dimensão que resultou na detenção de treze pessoas: doze homens, com idades entre os 18 e os 59 anos, e uma mulher de 37 anos. Segundo o CM, tratava-se de uma família de etnia cigana com antecedentes por crimes semelhantes. Durante as buscas domiciliárias realizadas em Sobrado e em Baguim do Monte, no concelho de Gondomar, foram apreendidas três armas de fogo, doze armas brancas, sessenta e quatro munições, onze telemóveis e uma nota falsa. Aos detidos foi imputado o crime de ofensa à integridade física grave qualificada.

O caso tem vindo a chocar o país, embora a comunicação social tradicional não tenha dado grande ênfase e tenha tentado esconder a etnia dos agressores.

Este episódio insere-se num contexto em que, de acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2024, o último a que temos acesso, a criminalidade violenta e grave em Portugal registou um aumento de 2,6% relativamente ao ano anterior, com um total de 14.385 ocorrências. Os dados do RASI mostram não só que a criminalidade grupal está a aumentar, mas, principalmente, que a violência é cada vez mais intensa.

Entre os crimes violentos que mais cresceram contam-se os roubos por esticão, os assaltos a bancos e os crimes de violação, que atingiram em 2024 o valor mais alto da última década.

Esta situação surge, assim, como exemplo de uma realidade que preocupa autoridades e sociedade, em que desentendimentos aparentemente banais podem rapidamente escalar para episódios de violência coletiva com consequências graves.

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