O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, o voto contra do partido ao Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), acusando o Governo de não apresentar soluções para as dificuldades económicas dos portugueses.
“Este é um Orçamento do Estado em que o Governo não consegue reconhecer o momento de dificuldade que os portugueses vivem”, afirmou, após dois dias de debate parlamentar.
Ventura apontou os custos da habitação, dos combustíveis e do cabaz alimentar como prioridades que não encontram resposta na proposta orçamental.
O líder do CHEGA criticou ainda a política fiscal do Executivo, acusando o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de permitir o aumento de encargos suportados pelas famílias, apesar de afirmar que não houve agravamento de impostos.
“Faz algum sentido que, num momento de crise habitacional, se aumente o IMI?”, questionou, referindo-se também às taxas ambientais.
Apesar do voto contra na generalidade, Ventura manifestou disponibilidade para negociar alterações durante a discussão na especialidade, nomeadamente propostas na área da habitação que considere adequadas e financeiramente sustentáveis.
O dirigente defendeu ainda a possibilidade de reduzir o IVA sobre os combustíveis nessa fase do processo orçamental, argumentando que não existe uma norma-travão que impeça a apresentação da medida.