Unidade de Saúde do Corvo alvo de buscas após pedido de acesso a prescrições médicas

A Unidade de Saúde da Ilha do Corvo, nos Açores, está a ser alvo de buscas, após as autoridades terem solicitado acesso às prescrições médicas emitidas nos últimos cinco anos naquela unidade, foi hoje revelado.

© D.R.

Segundo adiantou à agência Lusa fonte da Secretaria da Saúde e Segurança Social do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), a Unidade de Saúde da Ilha do Corvo “está a prestar total colaboração às autoridades no âmbito da diligência” do Ministério Público e da Polícia Judiciária.

“A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social foi informada hoje, pelo Conselho de Administração, que está presentemente em curso uma diligência do Ministério Público e da Polícia Judiciária nas instalações da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo”, revelou.

De acordo com a mesma fonte, a diligência acontece três dias após as autoridades terem solicitado o acesso às prescrições médicas da unidade de saúde da mais pequena ilha açoriana.

“O Ministério Público e a Polícia Judiciária solicitaram, a 04 de outubro, acesso às prescrições médicas emitidas nos últimos cinco anos na Unidade de Saúde da Ilha do Corvo”, avançou.

Fonte da Secretaria da Saúde e Segurança Social destacou também que aquele departamento governamental não foi informado previamente do pedido.

“O pedido foi dirigido ao Conselho de Administração da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo, que, por determinação judicial, não informou previamente a Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social desta solicitação”, reforçou.

A RTP/Açores e a Antena 1 avançaram hoje que a Polícia Judiciária está a realizar buscas na Unidade de Saúde da Ilha do Corvo e na residência do médico Paulo Margato, que é também candidato independente à única autarquia da ilha.

No âmbito de outra investigação, a operação Asclépio, Paulo Margato está acusado de seis crimes, uma acusação que o levou a pedir a demissão de presidente do conselho de administração da Unidade de Saúde da Ilha do Corvo em março de 2024, mantendo-se como médico.

Últimas do País

O CHEGA surge à frente nas intenções de voto, com 30,7%, segundo o Barómetro DN/Aximage, divulgado pelo Diário de Notícias. A sondagem coloca o partido de André Ventura quase dez pontos percentuais acima da Aliança Democrática (AD).
O Tribunal da Feira adiou para janeiro a leitura do acórdão do processo Ajuste Secreto, um caso de corrupção centrado na Câmara de Oliveira de Azeméis e no ex-presidente Hermínio Loureiro, informou hoje fonte judicial.
A presença de homens de origem indostânica, em parques infantis e jardins públicos tem gerado preocupação entre famílias. Pais questionam o que fazem nestes espaços, sobretudo quando aparentam estar desacompanhados de crianças.
A Operação Atalaia resultou do desmantelamento de uma rede criminosa que alegadamente se preparava para introduzir estupefacientes no país mas também no mercado europeu, revelou hoje o porta-voz da GNR, tenente-coronel Carlos Canatário.
Um ciberataque a uma empresa informática que trabalhou para o Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) permitiu a piratas informáticas obter dados não classificados das secretas portuguesas e de de outras entidades, confirmou hoje o SIRP.
Um homem de 28 anos foi detido pela terceira vez por suspeita de agredir os pais em Albergaria-a-Velha, no distrito de Aveiro, e vai aguardar o desenrolar do processo em prisão preventiva, segundo a GNR.
Um homem de 51 anos ficou preso preventivamente por ser suspeito de crimes de abuso sexual de pessoas incapazes de resistência na instituição onde residem, anunciou hoje a Polícia Judiciária do Centro.
Um motorista TVDE, suspeito de ter violado uma cliente, foi detido, mas acabou por sair em liberdade por decisão judicial. O homem estará ligado a ataques contra três mulheres e já tinha sido condenado por crimes semelhantes.
Uma operação de grande dimensão contra o tráfico de droga terminou com 16 detenções no Porto e arredores. A PSP realizou dezenas de buscas, apreendeu estupefacientes e encontrou cerca de 100 mil euros numa das habitações. O principal alvo era uma família suspeita de integrar uma rede de tráfico ligada ao antigo bairro do Aleixo.
Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, suspendeu o início das aulas esta quinta-feira, 8 de outubro, depois de surgirem informações sobre um possível bloqueio organizado por alunos do ensino secundário. A decisão foi tomada em articulação com a Embaixada de França, numa altura em que os protestos estudantis franceses já provocaram o encerramento de centenas de escolas.