BdP alerta para tentativas de fraude por mensagens ou chamadas

O Banco de Portugal (BdP) apelou hoje para que os consumidores estejam em alerta quando recebem mensagens ou chamadas que reclamam pagamentos de serviços como energia, água, telecomunicações ou a entidades públicas.

© LUSA/CARLOS M. ALMEIDA

Numa nota publicada no seu portal, o BdP refere quatro passos que as fraudes tendem a repetir: o contacto por uma suposta entidade fiável ou pessoa conhecida, a criação de uma situação credível e urgente, pressão emocional e a indicação de um meio de pagamento.

Numa primeira fase, a potencial vítima pode receber uma mensagem, correio eletrónico ou chamada de alguém que se identifica como prestador de serviços, uma transportadora, uma entidade pública como a Autoridade Tributária ou a polícia.

Depois disto, é apresentada “uma situação credível que exige um pagamento imediato”, como a regularização de um pagamento em atraso ou de uma taxa para evitar a devolução de uma encomenda.

“Quando a burla recorre à figura de familiares ou amigos, a explicação pode passar pela avaria de um telemóvel ou pela necessidade de usar um número alternativo, sempre associada a um imprevisto que justifica o pedido urgente de dinheiro”, assinala o banco central.

Já a pressão emocional ocorre quando o burlão provoca “urgência e medo” para que a potencial vítima se sinta sob pressão e não tenha tempo para confirmar a informação.

Posteriormente, o burlão oferece a possibilidade de pagamento através de referência multibanco, transferência para um IBAN, por MB Way ou através de ‘links’ que simulam a aparência de portais oficiais.

Nesse sentido, o BdP deixa várias sugestões para os consumidores, pedindo que não cedam à urgência e analisem os pedidos recebidos “com cuidado”.

“Esteja atento a outros sinais de tentativas de burla, além do recurso à pressão emocional, como erros de linguagem, informação muito despersonalizada ou utilização de um meio de contacto que não é o habitual”, sugere, acrescentando que as entidades legítimas “não exigem pagamentos imediatos por SMS, e-mail ou WhatsApp”.

De igual forma, o banco central sugere a consulta de pagamentos em falta junto dos portais das entidades identificadas ou através de contactos oficiais.

Já na eventualidade de um pedido de dinheiro por um conhecido, “contacte-o através do número de telefone que conhece ou através de outro meio de contacto habitual”.

Também o acesso a ‘links’ desconhecidos deve ser evitado e o acesso ser feito por endereços eletrónicos do site a que se pretende aceder.

“Em caso de dúvida, não faça nenhum pagamento nem forneça dados pessoais sem confirmar que o pedido que recebeu é genuíno”, sublinha o BdP, que no momento do pagamento, sugere que se confirme sempre a identidade do destinatário.

“É possível identificar o destinatário em vários tipos de operações de pagamento, incluindo nos pagamentos com MB WAY, antes de confirmar a operação. Se o nome do destinatário não corresponder ao nome que esperava, não avance com o pagamento sem esclarecer a situação”, acrescenta o BdP.

Em caso de burla, a situação deve ser denunciada à policia mais próxima (PSP, GNR ou PJ) ou ao Ministério Público.

De igual forma, em caso de deteção de movimentos não autorizados na conta, os utilizadores devem contactar de imediato o seu banco.

Últimas de Economia

O número de trabalhadores em 'lay-off' subiu 6,6% em março, em termos homólogos, e avançou 4,8% face a fevereiro, interrompendo um ciclo de três meses consecutivos em queda, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.
O preço mediano dos alojamentos familiares transacionados em Portugal aumentou 16,8% em 2025 face ao ano anterior, situando-se nos 2.076 euros por metro quadrado (€/m2), divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda e Itália.
O Banco de Portugal (BdP) registou um prejuízo de 1,4 milhões de euros em 2025, tendo recorrido a provisões para absorver parte do resultado, de acordo com o Relatório do Conselho de Administração divulgado hoje.
O endividamento do setor não financeiro, que inclui administrações públicas, empresas e particulares, aumentou 200 milhões de euros em fevereiro face a janeiro, para 862.100 milhões de euros, anunciou hoje o Banco de Portugal (BdP).
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco Proteste, atingiu esta semana um novo máximo, ultrapassando os 260 euros, após uma nova subida de 1,37 euros, divulgou hoje a organização.
O Ministério Público suspeita de uma articulação entre responsáveis da TAP, membros do Governo e um advogado para viabilizar o pagamento de 500 mil euros a Alexandra Reis, antiga administradora da companhia aérea, valor que considera não ser devido por lei.
A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.