SIAP acusa TAP e Azores Airlines de violarem Espaço Schengen

O Sindicato Independente dos Agentes de Polícia (SIAP) acusou hoje a TAP e a Azores Airlines de violarem normas do Espaço Schengen em voos nacionais, obrigando as autoridades a realizarem controlos a todos os passageiros.

©D.R.

Em comunicado, aquele sindicato denuncia que as duas companhias aéreas “estão a operar ‘voos mistos’, que transportam simultaneamente passageiros Schengen e não Schengen em ligações nacionais entre o Porto, Ponta Delgada, Funchal e Lajes” na ilha Terceira.

“A prática das companhias visa aumentar as ‘slots’ [autorizações de descolagem e aterragem] de voos Schengen através de ‘slots’ não Schengen, ludibriando (…) a legislação europeia em vigor”, defendem.

A atuação das companhias aéreas está a fazer com que a Polícia de Segurança Pública realize “controlos sistemáticos de todos os passageiros, incluindo cidadãos portugueses e europeus, em voos internos dentro do território nacional”, o que configura uma “violação direta” das regras do Espaço Schengen.

“Isso tem obrigado a que os elementos policiais com funções nas fronteiras portuguesas tenham que compactuar com esta ilegalidade, tal como a (…) lidar diretamente com a revolta dos passageiros, motivando diversas denúncias a este sindicato”, realçam.

O SIAP apela à TAP e à Azores Airlines para colocarem um “fim a esta prática” de forma a assegurar o “pleno cumprimento das normas Schengen e o respeito pelos direitos dos passageiros europeu”.

“Como Portugal não notificou a Comissão Europeia sobre qualquer restabelecimento temporário de controlos nas fronteiras internas, incumpre com as normas Schengen e o respeito pela livre circulação dos cidadãos da UE [União Europeia] e dos países associados, operando assim em ilegalidade”, alertam.

O Espaço Schengen é uma zona de livre circulação na Europa que permite a deslocação entre 29 países sem controlos de passaporte nas fronteiras internas.

Últimas do País

A PSP apreendeu, na quinta-feira, em Matosinhos, no distrito do Porto cerca de 450 artigos furtados de grandes superfícies e 750 comprimidos, tendo sido um homem constituído, foi hoje anunciado.
A maioria dos alunos inscritos no primeiro dia da época especial dos exames do ensino secundário faltou à prova, segundo dados divulgados hoje pelo Ministério da Educação.
Os nove chefes de equipa da urgência pediátrica do Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, apresentaram na quinta-feira a demissão dos cargos, alegando constrangimentos com a anestesiologia, confirmou hoje a Unidade Local de Saúde (ULS) São José.
Quem espera por um médico de família não encontra grandes motivos para otimismo no plano do Governo para os próximos três anos. O SNS prevê manter em 85,37% a percentagem de utentes com médico atribuído em 2026, 2027 e 2028, exatamente o mesmo nível registado em 2024.
Dez das mais recentes viaturas ligeiras da GNR destinadas ao combate aos fogos foram mandadas encostar. As alterações feitas às Toyota Hilux, incluindo depósitos de 400 litros de água e motobombas, não foram averbadas no Documento Único Automóvel e os veículos arriscavam chumbar na inspeção.
Denúncia anónima de 17 páginas aponta alegadas “ofensas, berros, ameaça, perseguições e ilegalidade” e chegou a Aguiar-Branco através de deputados do PS. Presidente da Assembleia da República mandou abrir um inquérito, mas o processo acabou arquivado sem que o visado ou a própria Secretária-Geral tivessem sido ouvidos.
Desemprego entre os jovens até aos 24 anos atinge os 20,1%, muito acima dos 15,1% da média europeia. São já 76 mil jovens ativos sem trabalho.
A Ordem dos Psicólogos Portugueses alertou hoje que os utentes do SNS podem esperar meio ano para terem a primeira consulta com um psicólogo e que o reforço de profissionais nos centros de saúde e nas escolas é insuficiente.
O primeiro-ministro soma pelo menos 81 dias no estrangeiro desde que chegou a São Bento. Só em 2025 foram documentados 38 dias fora do país e, em 2026, já vão pelo menos 24 até ao início de setembro.
O procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, revelou hoje que estão em curso três inquéritos, um processo no Tribunal de Contas e uma investigação de natureza administrativa sobre casos que envolvem o ministro Luís Neves.