Provedoria de Justiça pede à IP o reforço da avaliação e controlo do ruído ambiente

A Provedoria de Justiça pediu hoje à Infraestruturas de Portugal (IP) o reforço da avaliação e controlo do ruído ambiente e a conclusão até final do primeiro semestre de 2026 de todos os mapas estratégicos de ruído em falta.

© D.R.

Em comunicado, a Provedoria refere que enviou um ofício ao Governo na sequência da persistente falta de ação da IP em matéria de controlo do ruído ambiente nas infraestruturas de transporte sob sua responsabilidade.

“A Infraestruturas de Portugal, S.A. ainda não preparou nem entregou uma parte significativa dos mapas estratégicos de ruído e dos planos de ação relativos ao ciclo de controlo 2021-2026, que assim se vê comprometido”, é referido na nota.

No ofício dirigido ao Secretário de Estado das Infraestruturas, o Provedor-Adjunto pede que sejam fixadas orientações claras ao Conselho de Administração da IP no sentido de concluir, até ao final do primeiro semestre de 2026, todos os mapas estratégicos de ruído ainda em falta.

Solicita igualmente a avaliação e resposta de forma concreta a cada queixa apresentada, realizando medições acústicas e implementando medidas de mitigação sempre que se revelem necessárias.

A Provedoria de Justiça lembra que de acordo com o relatório “Controlo do ruído: Planear, gerir e sensibilizar – 2025”, recentemente divulgado por esta entidade, a empresa tinha apenas concluído o mapeamento de menos de 5% dos troços rodoviários (16 em 339) e de 20% dos troços ferroviários (13 em 65) sob sua responsabilidade.

Para a Provedoria, a inação por parte da IP “compromete o levantamento e avaliação de problemas que determinam um número significativo de queixas, resulta em indiferença perante direitos fundamentais dos cidadãos, nomeadamente à saúde, ao descanso, à tranquilidade e a um ambiente sadio”.

“Foi, ainda, manifestada preocupação com o facto de a empresa diferir a resolução de situações de ruído excessivo até à aprovação dos documentos de planeamento que já deviam ter sido aprovados. Esta atitude transfere para os cidadãos os custos da falta de atuação, mantendo-os não só sem proteção como sem horizonte de resposta efetiva às suas queixas legítimas”, é sublinhado na nota.

Últimas do País

Dois jovens, de 16 e 20 anos, foram detidos e um outro, de 14, foi identificado pela Guarda Nacional Republicana (GNR) por furto de palha no interior de uma propriedade agrícola, em Serpa. Foram encontrados a abandonar o local "numa carroça".
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, recusou hoje o pedido de professores e pais para abolir os 25 euros exigidos para a reapreciação dos exames nacionais, justificando tratar-se de uma "taxa moderadora".
O homem de 45 anos detido em Lisboa por suspeitas de sete crimes de abuso sexual de menores sobre a sua sobrinha de 16 anos, ficou em prisão preventiva, informou esta segunda-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Os exames nacionais de Física e Química A serão reclassificados devido a um erro na avaliação de um item e serão enviadas esta manhã novas pautas, anunciou hoje o Júri Nacional de Exames (JNE).
Quinze concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Castelo Branco, Guarda e Faro estão esta segunda-feira em perigo máximo de incêndio rural, segundo o IPMA, que prevê temperaturas acima dos 30 graus no interior do país.
A PSP deteve 38 pessoas e registou 2.303 crimes relacionados com furtos no interior de residências no primeiro semestre deste ano, uma diminuição comparativamente ao período homólogo de 2025, segundo dados divulgados hoje pela força de segurança.
André Ventura reforçou a liderança da oposição e surge destacado na preferência dos portugueses, mais do que duplicando a votação obtida por José Luís Carneiro.
André Ventura garante que não se deixará intimidar pela queixa-crime apresentada por Clóvis Abreu e reafirma que continuará a denunciar aquilo que considera serem decisões incompreensíveis da Justiça.
Os preços aplicados pela Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) vão subir, pela primeira vez em 15 anos, entre cinco e 10 cêntimos, dependendo das zonas, segundo uma proposta que vai à próxima reunião camarária.
O ministro da Presidência escusou-se esta sexta-feira, 17 de julho, a estabelecer uma meta horária para a afixação das pautas dos exames nacionais do ensino secundário, mas não afastou a possibilidade de ocorrer após o horário de funcionamento das secretarias das escolas.