Taxa de inflação na zona euro avança ligeiramente para 2,1% em outubro face a 2024

A taxa de inflação na zona euro fixou-se em 2,1% em outubro deste ano, um ligeiro avanço face aos 2% do mesmo mês de 2024, revela a estimativa preliminar hoje divulgada pelo gabinete estatístico da União Europeia.

© D.R.

Dados hoje publicados pelo Eurostat indicam que a inflação anual da zona euro (medida pelo índice harmonizado de preços no consumidor) deverá situar-se em 2,1% em outubro de 2025, pouco acima dos 2% do mesmo mês do ano passado, mas abaixo dos 2,2% registados em setembro deste ano.

De acordo com o gabinete estatístico comunitário, a contribuir para a inflação do euro neste mês face ao anterior estão os serviços que têm a taxa anual mais elevada em outubro (3,4%, em comparação com 3,2% em setembro), seguidos pelos produtos alimentares, álcool e tabaco (2,5%, em comparação com 3,0% em setembro), bens industriais não energéticos (0,6%, em comparação com 0,8% em setembro) e energia (-1,0%, em comparação com -0,4% em setembro).

A estimativa rápida do Eurostat para Portugal é que a taxa de inflação seja de 2% em outubro deste ano, abaixo dos 2,6% do mesmo mês de 2024, mas ligeiramente acima dos 1,9% de setembro de 2025.

O Banco Central Europeu tem como meta uma inflação de 2% a médio prazo com vista à estabilidade dos preços para garantir o poder de comprar e a confiança na área da moeda única.

Últimas de Economia

As insolvências a nível mundial aumentaram 12% no primeiro semestre de 2026, impulsionadas por um aumento de 22% na América do Norte, segundo uma análise da seguradora de crédito Coface.
O montante investido em certificados de aforro subiu novamente em maio, pelo 20.º mês consecutivo, e atingiu os 42.447 milhões de euros, num crescimento homólogo de 13,2%, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal (BdP).
A bolsa de Lisboa acentuava hoje a tendência negativa da abertura e perdia 1,31%, com todas as empresas cotadas a cair, lideradas pela Semapa, que recuava 2,01% para 21,95 euros.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 2,11 euros na última semana, para 257,68 euros, interrompendo a trajetória de descida registada na semana anterior, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
A taxa de inflação anual da zona euro aumentou, em maio, pelo quarto mês consecutivo, para 3,2%, confirmou hoje o Eurostat, indicando ainda um valor de 3,3% para a União Europeia (UE).
Os preços da habitação mais do que duplicaram em 157 municípios entre 2017 e 2025, com as maiores valorizações a serem registadas na Área Metropolitana do Porto, Grande Lisboa e Península de Setúbal, segundo o Banco de Portugal.
A Euribor subiu hoje a três meses para um novo máximo desde março de 2025 e desceu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
O Banco de Portugal prevê um défice de 0,2% do PIB este ano, mais pessimista do que a previsão de um saldo nulo do Governo, e um saldo negativo de 0,5% em 2027 e 2028.
O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir-se esta quarta e quinta-feira e a expectativa dos analistas aponta para uma subida dos juros em 25 pontos base.
Os portugueses continuam a pagar cada vez mais para levar exatamente os mesmos produtos para casa. O cabaz alimentar voltou a aumentar e já custa quase mais 38% do que custava há pouco mais de quatro anos.