Conselho da UE pronto para negociar com eurodeputados proteção ‘online’ de crianças

O Conselho da União Europeia (UE) aprovou hoje legislação destinada a prevenir e combater o abuso sexual de crianças 'online', podendo agora negociar com o Parlamento Europeu um texto final.

© DR

Os representantes dos Estados-membros da UE chegaram a acordo sobre a posição do Conselho relativa a um regulamento que, uma vez adotado, acarretará obrigações para as empresas digitais no sentido de prevenir a disseminação de material de abuso sexual de crianças e a solicitação de crianças.

O Conselho introduz três categorias de risco para os serviços em linha e, com base num conjunto de critérios objetivos (por exemplo, o seu tipo), um serviço será classificado como de risco elevado, médio ou baixo.

As autoridades nacionais competentes terão o poder de obrigar as empresas a remover e bloquear o acesso a conteúdo ou – no caso dos motores de busca – anular os resultados de pesquisa (delist search results).

Ao abrigo das novas regras, os fornecedores de serviços em linha serão obrigados a avaliar o risco de os seus serviços poderem ser utilizados indevidamente para a disseminação de material de abuso sexual de crianças ou para a solicitação de crianças e, com base nesta avaliação, terão de implementar medidas de mitigação para combater esse risco.

Tais medidas podem incluir a disponibilização de ferramentas que permitam aos utilizadores denunciar o abuso sexual de crianças em linha, controlar o conteúdo partilhado com terceiros e estabelecer configurações de privacidade predefinidas para as crianças.

O regulamento estabelece também uma nova agência da UE, o Centro da UE para o Abuso Sexual de Crianças, para apoiar os Estados-membros e os fornecedores em linha na aplicação da lei.

Os eurodeputados tinham já adotado a sua posição negocial em novembro de 2023, pelo que podem agora arrancar as negociações para uma aprovação final da proposta.

Últimas do Mundo

Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).
Quatro pessoas acusadas de pertencerem a rede criminosa que desviou 140 milhões de euros com fraudes cibernéticas em vários países europeus foram detidas em Portugal, Espanha e Panamá, anunciou hoje a polícia espanhola.
Dezasseis membros de uma rede de prostituição chinesa foram detidos e 26 mulheres exploradas sexualmente foram libertadas em Espanha, declararam hoje as autoridades locais.
O Parlamento Europeu aprovou ontem a sua posição sobre a polémica proposta conhecida como 'Chat Control'. Contudo, o texto acabou por sofrer alterações graças a propostas apresentadas pelo grupo Patriots for Europe, onde se integram os eurodeputados do CHEGA.
As autoridades da autonomia espanhola da Andaluzia indicaram hoje que há 19 pessoas desaparecidas no incêndio em Los Gallardos, Almeria, que causou pelo menos 12 mortos e oito feridos.