A União Europeia já não cresce porque nascem mais crianças. Cresce porque entram mais pessoas do que aquelas que saem. A conclusão consta do mais recente relatório do Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, que traça um retrato da evolução demográfica do espaço europeu e alerta para uma mudança estrutural na dinâmica da população.
Segundo o documento, desde 2012 que o número de mortes supera o número de nascimentos na União Europeia. Em termos demográficos, isto significa que o saldo natural da população permanece negativo há mais de uma década. Ainda assim, a população europeia continua a aumentar graças ao saldo migratório positivo, ou seja, entram mais pessoas na União Europeia do que aquelas que dela saem.
Os dados mais recentes confirmam esta tendência. A população da União Europeia passou de 449,5 milhões de habitantes, em 1 de janeiro de 2024, para 450,6 milhões, em 1 de janeiro de 2025. De acordo com o relatório, este crescimento só foi possível porque a imigração líquida compensou o défice entre nascimentos e mortes.
As projeções oficiais do EUROPOP2025, elaboradas pelo Eurostat, apontam para que a população da União Europeia atinja o seu pico em 2029, com cerca de 453,3 milhões de habitantes. A partir daí, a tendência deverá inverter-se, prevendo-se um declínio gradual da população nas décadas seguintes.