“Entram mais pessoas do que aquelas que saem”: População da UE sobe por causa dos imigrantes, revela relatório da Comissão Europeia

Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.

© D.R.

A União Europeia já não cresce porque nascem mais crianças. Cresce porque entram mais pessoas do que aquelas que saem. A conclusão consta do mais recente relatório do Centro Comum de Investigação (JRC) da Comissão Europeia, que traça um retrato da evolução demográfica do espaço europeu e alerta para uma mudança estrutural na dinâmica da população.

Segundo o documento, desde 2012 que o número de mortes supera o número de nascimentos na União Europeia. Em termos demográficos, isto significa que o saldo natural da população permanece negativo há mais de uma década. Ainda assim, a população europeia continua a aumentar graças ao saldo migratório positivo, ou seja, entram mais pessoas na União Europeia do que aquelas que dela saem.

Os dados mais recentes confirmam esta tendência. A população da União Europeia passou de 449,5 milhões de habitantes, em 1 de janeiro de 2024, para 450,6 milhões, em 1 de janeiro de 2025. De acordo com o relatório, este crescimento só foi possível porque a imigração líquida compensou o défice entre nascimentos e mortes.

As projeções oficiais do EUROPOP2025, elaboradas pelo Eurostat, apontam para que a população da União Europeia atinja o seu pico em 2029, com cerca de 453,3 milhões de habitantes. A partir daí, a tendência deverá inverter-se, prevendo-se um declínio gradual da população nas décadas seguintes.

Últimas do Mundo

O sarampo provocou 17 mortes num total de 1.500 casos registados nos últimos 12 meses, no município angolano do Songo, província do Uíje, divulgaram as autoridades sanitárias locais.
Catorze mineiros ilegais morreram numa mina abandonada na África do Sul, revelou hoje a polícia, que admite que tenha havido um desmoronamento.
Pelo menos 2.000 pessoas morreram devido ao surto do vírus Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), que regista o crescimento mais rápido de sempre, segundo os dados mais recentes do Governo.
O forte sismo que abalou hoje a Colômbia causou estragos em pelo menos seis aeroportos, destruiu parcial ou totalmente habitações e provocou dezenas de feridos, levando o recém-empossado Presidente colombiano a convocar uma reunião de crise.
As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.
Várias pessoas ficaram feridas depois de um forte sismo ter atingido o sudoeste do Japão, provocando derrocadas de edifícios e incêndios, anunciou esta terça-feira a primeira-ministra, Sanae Takaichi.
Ataque junto à Porte de Clichy fez três feridas, duas delas em estado grave. Suspeito, de 31 anos, foi detido no local e está a ser investigado por tentativa de homicídio qualificado.
A polícia deteve um suspeito e procura outro na sequência de um tiroteio ocorrido no domingo à noite num festival gastronómico em Seattle, Estados Unidos, que causou a morte de três pessoas e feriu quatro.
O fogo de grandes proporções perto da cidade francesa de Bordéus, que obrigou à retirada de 220 mil pessoas, manteve-se estável durante a noite, disseram hoje as autoridades locais que mantêm as operações no local.
Bombeiros na região central de Espanha de Castela‑La Mancha lutavam ainda na quarta‑feira para controlar um incêndio florestal que já devastou mais de 32.000 hectares, um dos maiores de sempre no país.