CHEGA alerta para “prejuízos” causados pela língua azul no Alentejo

O partido CHEGA alertou para os "graves prejuízos" causados pelo vírus da língua azul nas explorações de ovinos no Alentejo e questionou o Governo sobre medidas para travar a doença e apoios aos criadores.

© D.R

As preocupações constam de uma pergunta subscrita pelos deputados do CHEGA Pedro Pinto, Marta Martins da Silva, João Paulo Graça, João Lopes Aleixo, Ana Martins e Ricardo Moreira e enviada ao ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes.

Na pergunta, consultada hoje pela agência Lusa no ‘site’ do parlamento, os parlamentares lembram que vários serotipos da doença foram identificados, nos últimos anos, em Portugal continental, obrigando à adoção de medidas de controlo.

“Porém, a doença está a causar graves prejuízos em zonas que não tinham sido atingidas no ano passado, sendo a mortalidade o triplo da esperada para esta época do ano”, salientam.

Nos últimos meses, segundo os subscritores, “tem-se verificado um aumento contínuo da mortalidade de ovinos no Alentejo, com especial incidência na região do Campo Branco”, que abrange os concelhos de Castro Verde, Almodôvar, Ourique e parte do de Aljustrel, todos no distrito de Beja.

Apesar da aplicação de vacinas, “os resultados não corresponderam ao esperado”, frisam, indicando que “o surto já atinge mais de 240 explorações distribuídas pelos concelhos de Castro Verde, Almodôvar, Ourique e Aljustrel”.

Destacando uma estimativa que aponta para que, atualmente, “milhares de animais estejam infetados pelo serotipo 3 do vírus”, os deputados assinalam que “os ovinicultores pedem ao Governo apoios para as explorações pecuárias atingidas”.

Através da pergunta, o CHEGA pede ao Governo uma avaliação atualizada da situação epidemiológica da língua azul no país, que inclua a mortalidade real, o número de explorações afetadas e a distribuição dos serotipos em circulação.

Os parlamentares também querem saber que medidas foram implementadas para assegurar que as vacinas atingem eficácia e cobertura adequadas e as diligências tomadas para garantir a disponibilidade de vacinas contra os serotipos em circulação.

“Está o Governo disponível para adotar, de imediato, um mecanismo de compensação pela morte de ovinos provocada pela doença?”, é outra das perguntas dirigidas ao ministro José Manuel Fernandes.

Em novembro passado, o deputado do PS eleito por Beja, Pedro do Carmo, pediu ao Governo apoios para os produtores de ovinos da região cujas explorações foram afetadas pelo vírus da língua azul.

Nos últimos meses, têm sido muitas as explorações afetadas pelo vírus da língua azul no distrito de Beja, o que levou, no final de outubro, a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA) a enviar uma carta ao ministro da Agricultura e Mar a reivindicar medidas de apoio para o setor.

A febre catarral ovina ou língua azul é uma doença viral, de notificação obrigatória, que afeta os ruminantes e não é transmissível a humanos.

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