Autarcas do PSD em Fátima arguidos por acusação de peculato

Todos os autarcas do PSD que integraram o executivo da Junta de Freguesia de Fátima no mandato de 2017-2021 foram constituídos arguidos no âmbito do processo relativo às obras da Casa Mortuária de Fátima, estando acusados do crime de peculato.

© D.R

Entre os visados encontram-se o atual presidente da Junta, Carlos Ferreira Neves, e o atual tesoureiro, António Jorge Neves Oliveira, que pertenciam ao executivo liderado por Humberto Silva.
 
Embora Humberto Silva já não esteja em funções, o atual executivo poderá vir a sofrer consequências caso o julgamento avance em tempo útil e haja condenações. Segundo fonte jurídica contactada por O MIRANTE, uma eventual condenação pode implicar perda de mandato.
 
Os autarcas já tinham sido ouvidos pela Polícia Judiciária, como noticiado anteriormente, mas só agora foram formalmente pronunciados, passando a responder em tribunal pelos alegados crimes. Apesar de a acusação não implicar automaticamente perda de mandato, que, para a maioria, já não teria efeito prático, os arguidos enfrentam penas que podem ir de multas à perda de direitos civis.
 
O caso envolve o ajuste direto relativo ao arrendamento da Casa Mortuária de Fátima, celebrado pelo então presidente Humberto Silva, sem autorização prévia da Assembleia de Freguesia. Segundo um parecer jurídico solicitado à Universidade de Coimbra pela então presidente da Assembleia, Carina João Oliveira, o contrato está ferido de irregularidade por não ter sido submetido à aprovação daquele órgão.
 
O processo inclui ainda um empréstimo de 200 mil euros da empresa arrendatária à Junta de Freguesia, supostamente para apoiar a aquisição de um terreno destinado à ampliação do cemitério. Na altura em que o caso foi revelado pelo nosso jornal, a empresa já pagava renda da casa mortuária sem executar as obras previstas, tendo deixado caducar a licença duas vezes.

Últimas de Política Nacional

Enquanto a Polícia Judiciária o detinha por suspeitas de centenas de crimes de pornografia de menores e abusos sexuais de crianças, o nome de Paulo Abreu dos Santos constava, não num processo disciplinar, mas num louvor publicado no Diário da República, assinado pela então ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro.
O líder do CHEGA e candidato presidencial, André Ventura, disse esperar que o Tribunal Constitucional perceba que o “povo quer mudança” e valide a lei da nacionalidade, alegando que é baseada num “consenso nacional”.
O tenente-coronel Tinoco de Faria, que abandonou a sua candidatura a Belém e declarou apoio a André Ventura, passa agora a assumir um papel central na campanha do líder do CHEGA, como mandatário nacional.
Cinco deputados sociais-democratas, liderados por Hugo Soares, viajaram até Pequim a convite direto do Partido Comunista Chinês. A deslocação não teve carácter parlamentar e escapou às regras de escrutínio da Assembleia da República.
Saiu do Executivo, passou pelo Parlamento e acaba agora a liderar uma empresa pública com um vencimento superior ao que tinha no Governo. Cristina Vaz Tomé foi escolhida para presidir à Metro de Lisboa e vai ganhar cerca de sete mil euros mensais, com despesas da casa pagas.
O Ministério Público (MP) pediu hoje penas entre os cinco e nove anos de prisão para os ex-presidentes da Câmara de Espinho, Miguel Reis (PS) e Pinto Moreira (PSD), por suspeitas de corrupção no processo Vórtex.
O presidente do CHEGA, André Ventura, anunciou hoje que o seu partido votará contra o novo pacote laboral no parlamento se o Governo não ceder em matérias como o despedimentos e alterações na área da parentalidade.
A mensagem gerou indignação, o caso abalou o ministério e levou a uma demissão, mas o inquérito interno concluiu que não houve infração disciplinar. Nataniel Araújo sai ilibado e continua como chefe de gabinete da Agricultura.
Os vereadores e deputados municipais do CHEGA têm rejeitado a criação da Comunidade Intermunicipal da Península de Setúbal.
Bruxelas paga, Lisboa faz campanha: Ângelo Pereira (PSD) e Ricardo Pais Oliveira (IL) estiveram no terreno eleitoral enquanto recebiam vencimentos do Parlamento Europeu, prática proibida pelas regras comunitárias.