Espanha multa Airbnb em 64 milhões de euros por anúncios ilegais

A plataforma de arrendamento de alojamentos turísticos Airbnb terá de pagar uma multa de 64 milhões de euros em Espanha por causa da publicação de anúncios ilegais, anunciou hoje o Governo espanhol.

© D.R.

Em causa estão 65.122 anúncios de casas e apartamentos sem licença para serem arrendados como alojamentos turísticos ou que exibiam um número de licença falso ou errado, revelou o Ministério dos Direitos Sociais e Consumo, num comunicado.

A multa é aplicada depois de terem sido rejeitados recursos administrativos da Airbnb, disse o Ministério.

A resolução do Governo exige ainda à Airbnb que elimine todos os anúncios ilegais que continuam publicados e que “torne pública a multa” que lhe foi imposta.

O Ministério explicou que o valor da multa resulta de uma “infração grave” e lembrou que o Tribunal Superior de Justiça de Madrid, em resposta a recursos da Airbnb, já deu razão ao Governo em diversas decisões relativas à exigência de retirada dos anúncios em causa.

No comunicado divulgado hoje, o ministro do Consumo, Pablo Bustinduy (do partido de esquerda Somar, que está na coligação de governo liderada pelos socialistas), sublinhou que estas medidas visam “contribuir para combater a crise da habitação em Espanha, um dos principais problemas do país”.

Por outro lado, “nenhuma empresa em Espanha, por grande ou poderosa que seja, pode estar acima da lei”, disse o ministro, citado no comunicado.

Em maio passado, o Governo de Espanha anunciou ter pedido à Airbnb para retirar 65.935 anúncios ilegais por, entre outros motivos, não apresentarem um número de licença ou de registo ou por o número que apresentam ser errado ou não existir.

Os anúncios ilegais publicitavam alojamentos em seis regiões autónomas de Espanha (Andaluzia, Madrid, Catalunha, Comunidade Valenciana, Baleares e País Basco), disse o Ministério dos Direitos Sociais e Consumo.

Espanha, que recebeu 94 milhões de turistas em 2024, é o segundo destino turístico do mundo, a seguir a França, e várias cidades do país têm sido cenário de protestos contra o turismo de massas, sobretudo, por causa das dificuldades que cria no acesso à habitação por parte as populações locais.

Cidades como Barcelona anunciaram que deixarão de conceder novas licenças de alojamento local e que as que existem deixaram de ser renovadas à medida que caducarem. A câmara estima que deixe de haver apartamentos para turistas na cidade em 2028.

Últimas do Mundo

A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou esta quarta-feira que os assassinatos e as mutilações de menores em conflitos armados aumentaram 34% em 2025.
A investigação criminal apurou a identificação de cerca de 120 'clientes', tendo sido também acusados 29, mas apenas 28 foram condenados.
A confiança nas notícias atingiu o nível mais baixo em 10 anos globalmente, segunda a 15.ª edição do Digital News Report 2026 (DNR2026) hoje divulgada, que aponta para um cenário de consumo noticioso mais assente em plataformas.
As autoridades ambientais da Austrália anunciaram hoje o desmantelamento de uma criação ilegal de baratas perto de Sydney, contendo mais de 100 mil baratas, com um valor de mercado superior a 122 mil euros.
O dia da sobrecarga ecológica do planeta, em que a humanidade esgota os recursos naturais da Terra disponíveis anualmente e passa a viver “a crédito”, assinala-se a 30 de julho.
O Ministério Público alemão pediu hoje prisão perpétua para o psiquiatra saudita que atropelou com um carro a multidão no mercado de Natal de Magdeburgo, matando seis pessoas e ferindo mais de 300 em dezembro de 2024.
O Grupo Parlamentar do CHEGA apresentou na Assembleia da República um voto de pesar pela morte de Henry Nowak, jovem britânico de 18 anos assassinado no Reino Unido, num caso que gerou forte indignação internacional.
Centenas de pessoas saíram às ruas de Southampton, no Reino Unido, após a morte de Henry Nowak, o jovem de 18 anos que morreu depois de ter sido esfaqueado e inicialmente tratado pelas autoridades como suspeito. Vickrum Digwa, de 23 anos, acabou condenado pelo homicídio do estudante.
A ministra do Interior britânica defendeu hoje uma investigação à atuação da polícia, no ano passado, por deter e algemar erradamente uma vítima de esfaqueamento, mas alertou para a manipulação política do caso.
Um executivo da empresa norte-americana Walt Disney Company, detido num aeroporto de Moscovo em janeiro, foi hoje condenado a dois anos e meio de prisão por um tribunal russo por posse e tentativa de contrabando de droga.