Rede tráfico de bebés: Indonésia condenou mais 18 mulheres e um homem

Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.

© D.R.

De acordo com a acusação, muitos dos bebés eram vendidos por valores que rondavam os 10 mil dólares (8.700 euros) a famílias de Singapura.

Embora a acusação tivesse requerido penas até 15 anos de prisão, a pena mais pesada foi de sete anos para a líder da rede e principal arguida, Lie Siu Luan.

A condenação de Lie Siu Luan foi conhecida na terça-feira, sendo que outras três mulheres e o único arguido do sexo masculino receberam penas de seis anos de cadeia.

As restantes 14 mulheres foram condenadas a três anos e quatro meses de prisão.

Lie Siu Luan, que geria uma agência de adoção em Bandung, ilha de Java, Indonésia, orquestrava o recrutamento, o alojamento, os cuidados temporários e a falsificação de documentos necessários para enviar as crianças para o estrangeiro.

Para o tribunal indonésio, várias das mulheres condenadas desempenhavam funções semelhantes: recrutavam grávidas, cuidavam dos bebés e geriam a venda das crianças, sendo que algumas destas negociações eram combinadas com os pais ainda antes do nascimento.

Outras falsificavam documentos ou participavam no transporte dos bebés da Indonésia para Singapura.

De acordo com a investigação indonésia, alguns pais venderam os bebés — com idades entre os dois e os três meses de idade — por quantias que variavam entre os 11 milhões e os 16 milhões de rupias indonésias (aproximadamente 580 a 845 euros).

No entanto, as mulheres condenadas recebiam até 204 milhões de rupias (mais de 10 mil euros) por bebé, afirmaram os procuradores no início de abril.

Até ao momento, nenhum dos pais foi processado, nem se sabe se estão a ser investigados pelas autoridades.

“Estas sentenças, mais brandas do que as que foram pedidas pela acusação, demonstram que a proteção infantil na Indonésia ainda enfrenta grandes desafios”, escreveu o jornal Kompas a propósito da decisão do tribunal distrital de Bandung — capital da província de Java Ocidental, onde a maioria dos crimes foi cometida.

Últimas do Mundo

Um tribunal indonésio condenou hoje 18 mulheres e um homem a penas de prisão até seis anos pelo envolvimento numa rede de tráfico de bebés para Singapura.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 121 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros português.
O Ministério Público de Munique, na Alemanha, acusou hoje um jovem de 15 anos de planear um ataque com explosivos, afirmando que o seu principal alvo era uma sinagoga.
A Comissão Europeia multou hoje a chinesa AliExpress em 550 milhões de euros por falhas na avaliação e redução do risco de venda de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico.
Jamey Carney, conhecida pelo apoio à causa palestiniana e aos direitos dos migrantes, foi encontrada morta na Irlanda. O principal suspeito é o companheiro, que abandonou o país e acabou detido na Jordânia.
O duplo sismo que abalou a Venezuela em 24 de junho causou a morte a 119 portugueses e lusodescendentes, de acordo com o mais recente balanço avançado hoje pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.
Os incêndios em França, incluindo na histórica floresta de Fontainebleau, a menos de 100 quilómetros de Paris, levaram à detenção de 30 adultos e 29 menores, informou o ministro do Interior.
Há mais de uma década que a União Europeia (UE) regista mais mortes do que nascimentos. Ainda assim, a população continua a crescer porque entram mais pessoas do que aquelas que abandonam o espaço europeu.
Oito mulheres foram mortas desde o início de 2026. Em sete dos homicídios existe um suspeito identificado e, em seis deles, o alegado autor é um cidadão estrangeiro, segundo dados da Women’s Aid.
Portugal tinha 331 camas hospitalares por 100 mil habitantes em 2024, atrás da média da União Europeia (507).