Compras com pagamentos digitais nos centros comerciais sobem 10% em 2025

As compras nos centros comerciais com pagamento eletrónico cresceram 10% em 2025, com os fins de semana a representarem mais de um terço da faturação, indica um estudo realizado para a Associação Portuguesa de Centros Comerciais (APCC).

© DR

O estudo realizado pela empresa Reduniq Insights aponta para a manutenção da tendência de crescimento da faturação no universo dos centros comerciais, indica em comunicado a APCC, associação que conta com 170 associados, onde se incluem 104 conjuntos comerciais, que integram cerca de 8.500 lojas.

De 2024 para 2025 houve um “aumento de 11% do número de transações”, com o valor médio por compra com meios de pagamento eletrónico a ser de 36,4 euros, indica o resumo do balanço anual da atividade do setor.

“Os fins de semana mantêm um peso muito significativo na atividade de todo o ecossistema, representam cerca de 36% do total de vendas, sendo o sábado o melhor dia de toda a semana, com 19%, e o domingo o segundo melhor, alcançando 17% (um aumento face aos 16% de 2024)”, refere a associação.

O consumo realizado por clientes estrangeiros representa 12% da faturação.

Segundo a APCC, “o período pós-laboral também mantém um peso expressivo, com 38% dos clientes a optarem por fazer compras a partir das 18:00”.

Ainda de acordo com a mesma nota, “a moda continua a ter o maior peso no total da faturação (34%), seguida dos supermercados (26%) e da restauração (11%)”.

Entre estes três segmentos com maior peso, “o setor que registou maior crescimento foi o dos supermercados (em 2024 representaram 23%)”.

A associação refere que o setor emprega mais de 350 mil trabalhadores, com os centros comerciais a receberem “mais de 650 milhões de visitas por ano”.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.