Presidenciais: Ventura diz que acordo do Mercosul vai prejudicar agricultores portugueses

O candidato presidencial André Ventura afirmou hoje que o tratado entre a União Europeia e o Mercosul será “a última pedra na sepultura” da agricultura nacional, criticando Marcelo por não se ter posicionado junto ao Governo.

© Folha Nacional

“Há anos que estamos a destruir a agricultura. O acordo do Mercosul [mercado comum na América Latina] é a última pedra na sepultura da agricultura nacional”, vincou o também presidente do Chega, que visitou hoje a Adega Cooperativa de Vila Real.

Em declarações aos jornalistas, o candidato presidencial atualmente que o Presidente da República tem “uma capacidade de influência única”, criticando Marcelo Rebelo de Sousa por não se ter posicionado e não ter tido “a palavra certa” sobre aquele acordo junto do Governo.

“Marcelo Rebelo de Sousa […] nunca disse nada que me registe sobre o Mercosul e agora temos os agricultores e os produtores europeus mergulhados numa concorrência absolutamente desleal com os agricultores da América do Sul, onde se produz muito mais barato, onde os regulamentos são absolutamente esclavagistas, onde os impostos são muito menos, a competir com agricultores portugueses, espanhóis e italianos que têm que pagar muito mais impostos, têm que pagar taxas de tudo e mais alguma coisa”, disse.

Para André Ventura, com este tratado, as empresas europeias terão de concorrer com e unidades “onde não se paga nada sobre o ambiente, onde não se tem taxas sobre segurança social, onde a produção é muito mais barata”.

“Isto vai mandar ainda mais agricultores e produtores para a miséria”, disse, considerando que a União Europeia não deveria ter avançado com o tratado, que será assinado no sábado.

Questionado sobre o avanço com posições que são mais de líder do Governo do que do Presidente da República, Ventura insistiu que o chefe de Estado “devia ter tido uma palavra aos agricultores durante este processo”.

“O Presidente da República não pode ficar em silêncio quando vê agricultores cada vez mais pobres”, vincou, afirmando que estará ao lado dos agricultores, caso vença as eleições presidenciais.

Últimas de Política Nacional

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.