Presidenciais: Ventura acusa Seguro de fugir do confronto e desafia para três debates

O candidato presidencial André Ventura desafiou hoje o seu adversário, António José Seguro, para três debates durante uma campanha para a segunda volta e acusou o socialista de “querer fugir” à discussão por “medo do confronto”.

© Folha Nacional

A proposta foi feita pelo também líder do CHEGA em declarações aos jornalistas em Sacavém, concelho de Loures, onde realizou a primeira ação de campanha depois da primeira volta das eleições presidenciais.

André Ventura afirmou que estes debates devem ser transmitidos em todos os canais de televisão e podem realizar-se nos moldes que António José Seguro desejar, argumentando que o socialista “não pode pensar que vai passar três semanas de uma segunda volta inédita a dizer generalidades e baboseiras da luta contra a extrema-direita”.

“Os portugueses não querem conversa fiada, nem querem conversa da treta, os portugueses querem dizer o que é que pensam sobre saúde, o que é que pensam sobre economia, o que é que pensam sobre segurança, o que é que pensam sobre imigração”, frisou.

Ventura disse “ter a informação” de que Seguro “está a preparar-se para evitar debates nesta segunda volta” ou pretende fazer apenas um confronto e acusou o socialista de ser “médico” e de fugir à luta pelo país.

O candidato, que não detalhou a origem dessa alegação, argumentou que se a recusa do Seguro for verdadeiro “os portugueses terão de fazer a avaliação” da opção do socialista.

“Eu queria lançar este debate aqui hoje a todos, e a todos os canais, a todos os órgãos, estou disponível, acho que o país tem que ser esclarecido, vamos evitar uma campanha de generalidades, de ‘todos os portugueses’, da ‘extrema-direita’, do ‘fantasma do regresso do fascismo’, quer dizer, vamos deixar-nos de baboseira e vamos discutir o país”, reiterou.

Últimas de Política Nacional

O valor de referência do Rendimento Social de Inserção (RSI) vai aumentar 5,33 euros, segundo portaria hoje publicada.
Pontes, barragens e outras infraestruturas públicas críticas poderão vir a ser alvo de uma avaliação técnica urgente, caso seja aprovada uma proposta apresentada pelo CHEGA na Assembleia da República.
O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho acusou hoje governantes de viciarem concursos para altos cargos na administração pública, afirmando que "a maior parte das pessoas que concorrem sabe que já está tudo decidido antes do concurso ser feito".
O apuramento dos votos da emigração em 107 consulados, referentes à segunda volta das eleições presidenciais, deu a vitória a André Ventura com 50,81%, segundo os dados publicados pelo Ministério da Administração Interna (MAI).
O Ministério Público do Porto abriu um novo inquérito para investigar uma alegada discrepância entre o custo da casa em Espinho do primeiro-ministro, Luís Montenegro, e as faturas emitidas pelos empreiteiros, noticia o Expresso.
O CHEGA apresentou na Assembleia da República um projeto de lei que prevê o fim da subvenção mensal vitalícia atribuída a antigos titulares de cargos políticos, através de um processo de redução progressiva do benefício ao longo de três anos, seguido da sua extinção definitiva.
O partido levou ao Parlamento uma proposta que limita a exibição de símbolos em edifícios públicos aos emblemas oficiais do Estado, afastando bandeiras ideológicas, LGBT ou associativas e reacendendo o debate sobre neutralidade, identidade e liberdade simbólica nos espaços públicos.
André Ventura, presidente do CHEGA, considera que o diploma do PSD sobre menores nas plataformas digitais é mais um passo na tentativa de controlar o pensamento e condicionar o futuro das próximas gerações.
A Transparência Internacional Portugal (TIP) contestou na quarta-feira as afirmações do Ministério da Justiça sobre avaliação das políticas anticorrupção em Portugal, e critica a ausência de uma nova Estratégia Nacional Anticorrupção (ENAC), que já deveria estar em execução.
Governo e os partidos chegaram hoje a um consenso para adiar o debate quinzenal parlamentar com a presença do primeiro-ministro, previsto para sexta-feira, para o próximo dia 19, disseram à agência Lusa fontes parlamentares.