Depósitos de particulares ascendiam ao máximo histórico de 200 mil milhões no final de 2025

O total de depósitos de clientes particulares nos bancos que operam em Portugal ascendia a 201 mil milhões de euros no final de 2025, um máximo histórico segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

© D.R.

Face a 2024, o ‘stock’ de depósitos de particulares subiu 8,3 mil milhões de euros ou 4,3% em termos relativos.

Os depósitos à ordem subiram 6,0 mil milhões de euros para 86,2 mil milhões de euros e os depósitos a prazo (que incluem os depósitos com prazo acordado e os depósitos com pré-aviso) subiram 2,3 mil milhões de euros para 114,8 mil milhões de euros.

Ainda de acordo com o banco central, “apesar de o ‘stock’ ter crescido, os depósitos de particulares aumentaram menos do que em 2024, com uma taxa de variação anual de 4,5%” (7,3% em 2024).

A taxa de variação anual é diferente da taxa de variação homóloga pois exclui o impacto das variações que não tenham sido motivadas por transações propriamente ditas.

Quanto às empresas, o ‘stock’ de depósitos das empresas nos bancos que operam em Portugal totalizava 75,6 mil milhões de euros no final de 2025, mais 6,2 mil milhões de euros do que no final de 2024. A taxa de variação anual foi de 9,2%.

Últimas de Economia

O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste subiu 2,18 euros na última semana, fixando-se nos 253,47 euros.
O ‘stock’ de empréstimos para habitação atingiu em junho 116,8 mil milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 10,9%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Gasóleo sobe nove cêntimos e gasolina até 3,5 cêntimos por litro. Portugal continua entre os países europeus onde abastecer custa mais caro, apesar das promessas de alívio fiscal.
O preço por litro de gasóleo deverá aumentar 9 cêntimos e o da gasolina subir 3,5 cêntimos na próxima semana, caso a tendência atual se mantenha, de acordo com a estimativa da ANAREC cedida à Lusa.
A oferta de casas para arrendar em Portugal recuou 22% no segundo trimestre, face ao período homólogo, para 40.716 imóveis destinados ao arrendamento de longa duração, segundo dados do portal 'online' de imobiliário Idealista.
A dívida pública da zona euro agravou-se, no primeiro trimestre, para os 88,9% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, com Portugal a registar a quinta mais alta (91%), segundo o Eurostat.
O Estado continua sem conseguir recuperar milhares de milhões de euros em impostos. A dívida declarada incobrável atingiu um novo máximo de mais de 10 mil milhões de euros, sendo que apenas 20 mil devedores concentram quase dois terços desse valor.
Os encargos com o crédito à habitação continuam a aumentar. A taxa de juro implícita voltou a subir em junho e empurrou a prestação média para os 411 euros mensais. Nos novos contratos, as famílias já pagam, em média, 715 euros por mês, numa escalada que mantém a pressão sobre os orçamentos.
Os portugueses mostram-se favoráveis à redução da idade da reforma, mas traçam uma linha vermelha: a pensão não pode sofrer cortes. Um novo barómetro revela um apoio expressivo à proposta defendida pelo CHEGA, desde que o descanso antecipado não tenha custos no rendimento dos reformados.
O preço mediano de alojamentos familiares foi de 2.076 euros por metro quadrado (euro/m2) em 2025, representando um aumento de 16,8% face ao ano anterior, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), hoje divulgados.