Militante número 2 do PSD anuncia apoio a André Ventura

Henrique Chaves, militante n.º 2 do PSD, anuncia voto em André Ventura e deixa uma crítica devastadora à direita tradicional, que acusa de viver presa ao passado e sem conteúdo político.

© Folha Nacional

“Ventura é muito inteligente. Tem linhas de atuação claras podendo-se dizer (…) que, ao menos, ao contrário de Seguro, existe conteúdo nas opções.”

O apoio surge de Henrique Chaves, identificado como militante n.º 2 do PSD, que anunciou publicamente o seu voto em André Ventura, presidente do CHEGA, num artigo de opinião publicado no Jornal Sol que assume contornos de rutura com décadas de percurso partidário.

No texto, o histórico social-democrata traça um retrato duro do PSD, acusando o partido de ter perdido identidade, coerência e coragem política. Fala numa verdadeira “inversão ideológica”, critica a duplicidade de discursos, a promiscuidade entre cargos e interesses e a incapacidade de enfrentar os problemas estruturais do país.

É nesse contraste que fundamenta o apoio a Ventura. Henrique Chaves admite divergências, mas destaca o que considera decisivo: clareza, frontalidade e existência de conteúdo político. Ao contrário de António José Seguro, sustenta, Ventura apresenta opções, linhas de atuação definidas e autoridade para decidir, mesmo quando isso incomoda.

O antigo militante vai mais longe ao condenar a forma como parte do sistema político e mediático trata os eleitores de Ventura, considerando insultuosa a tentativa de desqualificar democraticamente milhões de portugueses. Para Henrique Chaves, esse discurso revela medo da mudança e desprezo pelo eleitorado.

A posição é assumida sem ambiguidades: após mais de meio século ligado ao PSD, rompe com o partido e escolhe Ventura como alternativa a um sistema que descreve como fechado, esgotado e incapaz de se reformar.

Um apoio simbólico, ruidoso e politicamente incómodo, que expõe fissuras profundas na direita tradicional e acrescenta tensão à corrida presidencial.

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André Ventura deixou esta sexta-feira um desafio direto ao Partido Socialista: apoiar as propostas do CHEGA para baixar os impostos sobre os combustíveis e a aprovar o IVA Zero no cabaz alimentar. O líder do partido acusa o PS de “hipocrisia” e avisa que um chumbo deixará os socialistas sem argumentos depois das posições assumidas durante o verão.
Uma larga maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro não está a conseguir responder ao aumento do custo de vida nem proteger o poder de compra das famílias. De acordo com a mais recente sondagem da Aximage, 77% dos inquiridos classificam como “inadequada” ou “muito inadequada” a atuação do Executivo da AD perante a subida dos preços da habitação, dos combustíveis e dos bens de consumo.
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O CHEGA exigiu explicações sobre o polémico negócio das novas fragatas para a Marinha e Nuno Melo vai mesmo ter de comparecer no Parlamento. A Comissão de Defesa aprovou por unanimidade a audição do ministro da Defesa a pedido do CHEGA sobre a aquisição de três fragatas italianas, num investimento estimado em 3,9 mil milhões de euros, um dos maiores investimentos na Defesa portuguesa.
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