CHEGA quer proibir condenados por corrupção de voltar a exercer cargos

O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.

© Folha Nacional

Atualmente, a lei prevê que um titular de cargo político que, no exercício do mandato, cometa um crime punido com pena de prisão superior a três anos, ou cuja pena seja dispensada se se tratar de crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem ou de corrupção, fica proibido do exercício de qualquer cargo político por um período que pode ir de dois a 10 anos quando estiver em causa abuso da função ou grave violação dos deveres, perda da confiança para o cargo ou indignidade no exercício das funções.

De acordo com o projeto, divulgado hoje aos jornalistas, o CHEGA propõe retirar a referência temporal, para que quem for condenado não possa voltar a ser eleito ou nomeado para um cargo político.

Assim, a proposta do CHEGA visa também a revogação do ponto que prevê que “não conta para o período de proibição do exercício de cargos políticos referido” o tempo em que “o agente estiver privado da liberdade por força de medida de coação processual, pena ou medida de segurança”.

Na exposição de motivos do diploma, o partido considera que “são públicos demasiados casos que colocaram em causa a credibilidade da ação e do dever de diversos titulares de cargos políticos e altos cargos públicos”.

“Por uma questão de credibilidade das instituições e de forma a assegurar o exercício zeloso de funções públicas, o agravamento das sanções acessórias previstas na lei, é necessário”, defende, referindo que o período de afastamento atualmente previsto é “manifestamente insuficiente”.

O CHEGA quer que, “nos casos de maior gravidade, o visado não possa em circunstância nenhuma, voltar a exercer cargos públicos”.

Em comunicado divulgado com o diploma, o CHEGA argumenta que “esta alteração é importante para devolver a credibilidade nas instituições, mas principalmente para deixar cair a ideia de que ‘cometer crimes compensa'” e “Portugal não pode ser constantemente prejudicado por quem abusa do poder que tem e enriquece à custa do dinheiro público”.

Últimas de Política Nacional

O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.
Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.