CHEGA leva ministra da Administração Interna ao Parlamento para responder pelo caos da tempestade Kristin

A ministra da Administração Interna será chamada ao Parlamento para explicar a resposta à tempestade Kristin e as falhas do SIRESP, numa audição exigida pelo CHEGA, depois de relatos de comunicações cortadas e populações isoladas.

©️ Folha Nacional

A Comissão de Assuntos Constitucionais aprovou esta quarta-feira a audição urgente da ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, e do secretário de Estado da Proteção Civil, na sequência da resposta à tempestade Kristin e das falhas reportadas no sistema SIRESP, avança esta quarta-feira o Diário de Notícias (DN). A iniciativa partiu do CHEGA, que viu os seus requerimentos aprovados por unanimidade.

O partido liderado por André Ventura defendeu desde o primeiro momento que o Parlamento tem de ouvir quem tutela a Proteção Civil, depois de relatos vindos do terreno darem conta de comunicações interrompidas durante o temporal. O deputado Nuno Gabriel insistiu ainda na audição dos autarcas de Leiria e Coimbra, cita o DN, para que “quem esteve no terreno” pudesse relatar as dificuldades reais enfrentadas pelas populações — proposta que acabou chumbada com votos contra do PSD e CDS-PP e a abstenção do PS.

Apesar do consenso quanto à audição dos governantes, a exclusão dos autarcas gerou críticas. Para o CHEGA, impedir esses testemunhos fragiliza o escrutínio político e afasta o debate da realidade vivida nas zonas mais afetadas.

Recorde-se que esta audição surge em tempo que se contabilizam, pelo menos, dez mortes associadas ao mau tempo, centenas de feridos e desalojados, casas e empresas destruídas, estradas cortadas, linhas ferroviárias condicionadas e milhares de pessoas sem energia, água e comunicações. O Governo decretou situação de calamidade para 68 concelhos e anunciou um pacote de apoios até 2,5 mil milhões de euros.

Para o CHEGA, mais do que anúncios, impõem-se explicações claras sobre o funcionamento do SIRESP e a resposta do Estado em situações limite. A audição parlamentar será, sublinha o partido, “um teste à responsabilidade política” perante uma tragédia que expôs falhas antigas e voltou a deixar populações isoladas.

Últimas de Política Nacional

André Ventura questionou esta terça-feira a permanência de Luís Neves à frente do Ministério da Administração Interna, na sequência das acusações feitas pelo antigo secretário-geral Ricardo Carrilho. O presidente do CHEGA falou em suspeitas de pressões para a prática de ilegalidades, questionou a gestão de 26 milhões de euros destinados ao SIRESP e prometeu impedir que a comissão parlamentar de inquérito seja bloqueada.
O Livre tentou impedir André Ventura de presidir à comissão parlamentar de inquérito à atuação de Luís Neves, alegando um possível conflito de interesses relacionado com o assalto ao gabinete do líder do CHEGA. O pedido foi dirigido ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que rejeitou os argumentos apresentados e não identificou qualquer impedimento legal.
André Ventura anunciou, esta sexta-feira, a recandidatura à liderança do CHEGA, durante o Conselho Nacional do partido, em Lisboa. Perante uma estrutura que afirma ter atingido os 100 mil militantes, garantiu que o CHEGA será o maior partido do país, atacou os interesses instalados e deixou um aviso: “Quem nos vai travar? Bruxelas? A imprensa? Não! Só nós nos podemos travar!”
André Ventura acusou esta sexta-feira Luís Montenegro de transformar a cobrança de impostos numa prioridade do Governo, enquanto as famílias enfrentam despesas cada vez mais difíceis de suportar. No Parlamento, o presidente do CHEGA denunciou uma receita fiscal recorde, criticou a manutenção do IVA dos combustíveis e das portagens e acusou o primeiro-ministro de se "rir da pobreza dos portugueses".
André Ventura acusou esta quinta-feira PS e PSD de bloquearem a investigação parlamentar aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária. No debate de urgência na Assembleia da República, o presidente do CHEGA apontou diretamente a Aguiar-Branco e denunciou aquilo que considera ser uma tentativa de proteger o atual ministro da Administração Interna do escrutínio parlamentar.
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) a Luís Neves toma posse no dia 14, mas o entendimento parlamentar que limita a duas as CPI em funcionamento pode travar o arranque dos trabalhos. Ventura contesta uma regra que não está "nem na lei nem na Constituição".
PS e PSD chegaram a um entendimento para que os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves sejam suspensos enquanto estiverem em funcionamento outras duas comissões de inquérito. A solução adia, na prática, o arranque pleno da investigação parlamentar pretendida pelo CHEGA à atuação de Luís Neves enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária.
André Ventura acusou esta terça-feira o presidente da Assembleia da República de estar a atrasar a Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. O líder do CHEGA diz que o partido já aceitou sucessivas limitações e desafia Aguiar-Branco a explicar por que razão a comissão ainda não avançou.
André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.