Dormidas em alojamento turístico sobem 2,2% para 82 milhões em 2025

O setor do alojamento turístico registou, em 2025, 32,5 milhões de hóspedes e 82,1 milhões de dormidas, representando subidas respetivas de 3,0% e 2,2%, mas abrandando face ao ano anterior, segundo o INE.

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De acordo com os dados preliminares do Instituto Nacional de Estatística (INE) referentes a 2025, hoje divulgados, estas atividades representaram proveitos totais de 7,2 mil milhões de euros, o que equivale a uma subida de 7,2%, e de 5,5 mil milhões de euros em proveitos de aposento, que cresceram 6,8%.

Apesar das subidas face a 2024, todos estes indicadores representaram abrandamentos em relação à variação anterior: a subida de 3,0% dos hóspedes compara com 5,2% em 2024, a de 2,2% nas dormidas com 4,1% em 2024, os proveitos totais recuaram 3,8 pontos percentuais e os proveitos de aposento 4,2 pontos percentuais.

Esta tendência de abrandamento foi ainda verificada nas dormidas de não residentes, que subiram 0,8%, contra 4,9% um ano antes.

Em sentido inverso, o crescimento das dormidas de residentes acelerou de 2,2% em 2024, para 5,4% no ano passado.

Apesar destas tendências, os não residentes continuaram a representar 69,4% das dormidas em estabelecimentos de alojamento turístico, totalizando 57 milhões, contra os 25,1 milhões de residentes.

Neste campo, as regiões Centro (68,2%) e Alentejo (66,8%) apresentaram as maiores quotas por dormidas de residentes nacionais, enquanto Madeira (82,5%) e Grande Lisboa (81,4%) tiveram a maior dependência dos mercados externos.

Segundo o INE, os mercados estrangeiros predominaram em todos os meses de 2025, “com maior preponderância nos meses de outubro e de maio”, quando atingiram 74,8% e 74,4% do total de dormidas.

Dezembro (38,7%) e agosto (35,8%) foram os meses com maior percentagem de dormidas por residentes.

No ano passado, o mercado britânico voltou a ser o principal emissor de dormidas, contribuindo para 17,7% do total de dormidas de não residentes, não obstante a descida de 1,5%, seguindo-se os mercados alemão (11,3%), norte-americano (9,6%) e espanhol (9,1%).

Espanha foi o principal mercado externo no Centro (24,6%), Oeste e Vale do Tejo (22,5%), Alentejo (18,2%), Norte (16,7%) e Península de Setúbal, os EUA na Região Autónoma dos Açores (17,0%) e Grande Lisboa (16,8%), a Alemanha na Região Autónoma da Madeira (23,8%) e o Reino Unido no Algarve (35,9%).

Apenas no quarto trimestre foram registados 7,2 milhões de hóspedes e 17,1 milhões de dormidas, representando subidas de 2,9% e 1,9%, respetivamente, enquanto os proveitos totais atingiram 1,4 mil milhões de euros (+5,4%) e os de aposento mil milhões de euros (+6,8%).

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