Os dados foram hoje divulgados através de um barómetro da empresa de informação comercial e financeira e aponta que foram criadas 19.503 empresas entre janeiro e abril deste ano, o equivalente a menos 944 constituições face ao período homólogo.
A Informa D&B aponta que a criação de empresas “desceu na maioria dos setores de atividade, quando comparado com o mesmo período do ano anterior”.
As exceções foram os setores da construção e das tecnologias de informação e comunicação, que tiveram subidas respetivas de 7,7% (+203 constituições) e 8,4% (+112 constituições) face ao primeiro quadrimestre do ano passado.
A construção “consolida a tendência de crescimento que se verifica desde 2020 neste setor, refletindo a forte procura por habitação e reabilitação urbana e a existência de oportunidades de negócio neste mercado”, aponta o barómetro.
Já nas tecnologias de informação e comunicação, o destaque vai para o crescimento das atividades de informática.
Em sentido inverso, o setor com maiores quebras na criação de novas empresas foi a agricultura e pecuária, com menos 285 constituições que há um ano, que correspondem a uma descida de 42%. Também o retalho (-13%, menos 226 constituições) e os transportes (-15%, -217 constituições) tiveram quebras.
Já os encerramentos de empresas até abril, com dados provisórios à data de 05 de maio, são estimados em 3.736, numa descida de 24% – ou menos 1.165 encerramentos — face aos primeiros quatro meses do ano passado.
Nos 12 meses terminados em abril – ou seja, entre maio de 2025 e abril deste ano – fecharam 14.298 empresas, menos 8,7% que no mesmo período do ano passado.
O barómetro regista que esta descida nos encerramentos ao longo dos 12 meses “foi transversal a todos os setores de atividade e regiões”, com destaque para o retalho (-16% e uma redução de 342 encerramentos).
Em sentido inverso, o encerramento de mais 114 empresas de retalho não especializado por correspondência ou via internet e de mais 33 empresas de fabricação de calçado significaram subidas de 228% e 37%, respetivamente, em termos homólogos.
Quanto às insolvências, após uma tendência de descida verificada em 2025, o número destes processos cresceu 7,8% em termos homólogos.
No total foram 701 as empresas que iniciaram processos de insolvência no primeiro trimestre, contra 650 no mesmo período do ano passado.
“Este aumento verificou-se em mais de metade dos setores de atividade, destacando-se os setores da Construção (+28%, +20 insolvências) e das Indústrias (+14%, +20 insolvências), sobretudo da Indústria de Têxtil e Moda (+21%, +14 insolvências)”, explica o documento.
O barómetro da Informa D&B tem como fonte as publicações de atos societários efetuados no portal Citius do Ministério da Justiça, e abrange entidades com sede em Portugal, não incluindo empresários em nome individual.