PS e PSD rejeitam reconhecer Irmandade Muçulmana como organização terrorista

O Parlamento português recusou uma proposta do CHEGA que defendia que Portugal deveria fazer todos os esforços para reconhecer a Irmandade Muçulmana como organização terrorista.

© Folha Nacional

A iniciativa partiu do partido liderado por André Ventura, e foi levada a votação na Assembleia da República sob a forma de projeto de resolução. O objetivo era claro: que o Governo português passasse a defender, junto de organismos internacionais de que Portugal faz parte, o reconhecimento formal da organização como grupo terrorista.

Mas a proposta acabou por ser chumbada. PS, PSD, PCP e BE votaram contra, inviabilizando a iniciativa. CHEGA e Iniciativa Liberal votaram a favor, enquanto Livre, CDS-PP, PAN e JPP optaram pela abstenção.

Na proposta apresentada, a que o Folha Nacional teve acesso, o CHEGA defendia que Portugal deveria assumir uma posição mais firme perante organizações que, segundo alguns governos e analistas internacionais, têm sido associadas a movimentos islamistas radicais.

O diploma recomendava assim que o Executivo português levasse essa posição para o plano internacional, incentivando parceiros e instituições multilaterais a considerar a classificação da Irmandade Muçulmana como organização terrorista.

A discussão sobre o papel da organização tem sido tema recorrente em vários países, onde existem debates políticos e jurídicos sobre as suas atividades e possíveis ligações a correntes extremistas.

Ainda assim, no Parlamento português, a maioria dos deputados acabou por rejeitar a recomendação. Com o chumbo em plenário, a proposta fica encerrada e não seguirá para novas etapas legislativas.

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