Parlamento chumba propostas do CHEGA para baixar IRS das rendas

O Parlamento rejeitou todas as propostas apresentadas pelo CHEGA para reforçar o mercado de arrendamento, incluindo a descida para 5% da taxa de IRS aplicada aos rendimentos prediais.

© Folha Nacional

Os projetos apresentados pelo CHEGA para reforçar o mercado de arrendamento, discutidos esta semana no Parlamento, foram todos rejeitados na votação na generalidade.

Entre as iniciativas chumbadas esteve um projeto de lei que previa a redução para 5% da taxa de IRS aplicada aos rendimentos prediais dos senhorios. A proposta foi rejeitada por oito dos dez partidos com assento parlamentar — CDS-PP, PSD, PS, PAN, JPP, Livre, Bloco de Esquerda e PCP.

O grupo parlamentar do CHEGA apresentou também um projeto de resolução que recomendava ao Governo a recuperação e utilização de imóveis devolutos do Estado para fins habitacionais. Esta iniciativa foi igualmente rejeitada, com votos contra do PS, JPP, Livre e Bloco de Esquerda.

Nesta votação, CDS-PP, Iniciativa Liberal, PSD e PCP optaram pela abstenção.

Durante o debate parlamentar, os partidos de direita acusaram a esquerda de tentar impor controlos às rendas, enquanto os partidos à esquerda acusaram a direita de defender uma desregulação do mercado que, no seu entender, fragiliza a proteção das famílias.

A discussão teve lugar um dia depois de o Conselho de Ministros ter aprovado novas alterações às leis do arrendamento, destinadas, segundo o Governo, a ultrapassar o impasse relacionado com heranças indivisas e a acelerar os processos de despejo habitacional.

De acordo com o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, os diplomas do Governo serão apresentados aos partidos na próxima semana.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA acusou o Governo de deixar por cumprir uma parte substancial dos apoios prometidos após a tempestade Kristin, criticando a ausência de execução das medidas anunciadas, a pressão fiscal sobre os lesados e a falta de resposta do Executivo perante o agravamento dos custos para famílias e empresas.
O líder do CHEGA, André Ventura, classificou como 'marketing' o programa 'Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência' (PTRR), hoje apresentado pelo Governo, e considerou que não define prioridades nem estratégias.
Paulo Abreu dos Santos, ex-adjunto de uma ministra socialista, está indiciado por 576 crimes de pornografia de menores e por integrar 13 grupos de partilha de abuso sexual infantil.
O CHEGA voltou a defender regras mais apertadas para o financiamento partidário, exigindo maior transparência nos donativos e o fim dos benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos.
O partido liderado por André Ventura quer ministro Miguel Pinto Luz a esclarecer por que motivo só um edifício terá proteção antissísmica reforçada numa infraestrutura hospitalar crítica.
O discurso de José Aguiar-Branco nas comemorações do 25 de Abril acabou por expor, em pleno hemiciclo, uma fratura visível no PS, com Pedro Delgado Alves a virar costas em protesto à Mesa da Assembleia da República e António Mendonça Mendes a responder com um aplauso de pé à mesma intervenção.
Mais do que cravos, cerimónias e celebrações, André Ventura defendeu este sábado, no Parlamento, que os portugueses “querem voz”, “salários justos” e “uma vida digna”, usando os 52 anos do 25 de Abril para centrar o debate nas dificuldades económicas, na corrupção e no afastamento entre a liberdade celebrada e a realidade vivida no país.
O CHEGA quer alterar a lei relativa aos crimes de responsabilidade dos titulares de cargos políticos, para que quem for condenado, por exemplo por corrupção, não possa voltar a exercer funções públicas.
Compra da nova sede do Banco de Portugal (BdP) volta a estar sob escrutínio político, com o partido liderado por André Ventura a apontar falhas na transparência.
O líder do CHEGA, André Ventura, disse esta quarta-feira que recebeu da parte do Governo a indicação de abertura para alterações à reforma do Estado em “todos os pontos” que o partido tinha apontado.