CHEGA chama Governador do Banco de Portugal ao Parlamento para explicar a reforma de Centeno

O CHEGA vai chamar ao parlamento o governador do Banco de Portugal (BdP) para explicar a reforma de Mário Centeno com “benefícios escandalosos”, anunciou hoje o presidente do partido, que disse ter existido um “acordo escondido”.

© Folha Nacional

Mário Centeno, antigo governador do BdP, “chegou a acordo para se reformar aos 59, uma reforma antecipada com benefícios escandalosos do ponto de vista financeiro e do ponto de vista da remuneração paga mensal, próximo do seu salário de 17 a 20 mil euros todos os meses”, disse André Ventura, em conferência de imprensa, na sede do partido, em Lisboa.

Para o líder do CHEGA, esta situação é uma “imoralidade absoluta”, com o responsável a defender que “não é aceitável que alguém com capacidade, ainda no uso das suas faculdades, no país em que se exige que as pessoas trabalhem até aos 67 anos, alguns com reformas miseráveis, possam fazer um acordo com uma instituição pública, com dinheiro público, em que, aos 59 anos, se passe a reformar com valores desta ordem de grandeza e desta natureza”.

Em causa está uma notícia publicada pelo Jornal Eco, esta sexta-feira, de que Mário Centeno iria deixar o Banco de Portugal como consultor e passar à reforma, a receber pensão completa.

Ventura ultimamente ter existido, nesta situação, um “acordo escondido, provavelmente ilegal, ou pelo menos altamente suspeito e, de certeza, extremamente pouco ético”.

Perante as notícias sobre a reforma de Mário Centeno, o CHEGA decidiu então, na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, fazer um requerimento para ouvir o atual governador do BdP, Álvaro Santos Pereira, para que dê explicações sobre o caso.

Para o presidente do CHEGA, este acordo é uma “prova de que estas conluios entre política e dinheiro são circuitos que funcionam sempre para prejudicar os contribuintes”.

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