Lares mais caros e sem vagas deixam famílias à beira do desespero

Camas já custam mais de 1700 euros por mês e vagas praticamente desapareceram. Esperas chegam a mais de seis meses.

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Cuidar de um idoso em Portugal está cada vez mais caro e mais difícil. Em 2025, o custo médio de uma cama em quarto duplo em residências sénior aumentou mais de 200 euros, fixando-se nos 1.717 euros mensais, segundo o mais recente retrato do setor.

De acordo com o Correio da Manhã (CM), a subida foi generalizada: 84,5% das residências aumentaram os preços face a 2024, com atualizações que, em alguns casos, ultrapassaram os 7%. Um cenário que agrava a pressão sobre as famílias, já confrontadas com encargos elevados e escassez de respostas.

Os preços variam de forma significativa. Um quarto duplo pode custar entre 1.000 e 3.000 euros, enquanto um quarto individual atinge, em média, 1.921 euros. As opções mais acessíveis (quartos triplos) apresentam uma média de 1.482 euros, podendo também chegar aos 3.000.

Contudo, o problema não se limita ao custo. Conseguir vaga tornou-se cada vez mais difícil. Apenas 8% das residências admitem ter disponibilidade imediata, enquanto cerca de dois terços operam com listas de espera, que, em mais de um terço dos casos, ultrapassam os seis meses, relata o CM.

O retrato traçado pelo estudo evidencia ainda o envelhecimento da população residente: 52% dos utentes têm entre 86 e 90 anos, aumentando a pressão sobre um sistema já próximo do limite.

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