CHEGA quer penas mais pesadas para quem comete vários crimes graves

Quando vários crimes muito graves são julgados no mesmo processo, a pena final nem sempre acompanha a gravidade do que foi feito. É essa lógica que o CHEGA quer alterar.

© D.R.

O partido liderado por André Ventura apresentou no Parlamento uma proposta para mudar a forma como são aplicadas penas em situações de concurso de crimes muito graves, isto é, quando uma pessoa é condenada por vários crimes no mesmo processo.

Na prática, o objetivo é garantir que a pena aplicada reflete de forma mais clara o conjunto dos crimes cometidos.

Atualmente, mesmo em casos de crimes particularmente violentos, como homicídios qualificados ou situações com várias vítimas, a pena final pode ficar abaixo do que muitos consideram proporcional. Isto deve-se ao regime de pena única, que nem sempre traduz a gravidade acumulada dos crimes.

O diploma apresentado pelo CHEGA e a que o Folha Nacional teve acesso defende que, nestes casos, o limite mínimo da pena de prisão deve ser aumentado para 25 anos, aproximando-se assim do limite máximo previsto na lei portuguesa.

Na exposição de motivos, são referidos casos concretos que marcaram a opinião pública, incluindo situações de homicídios múltiplos, para justificar a necessidade de rever o regime penal.

Segundo os proponentes, a atual moldura pode criar uma perceção de injustiça, ao não refletir plenamente a gravidade de crimes acumulados num único processo.

O partido líder da oposição argumenta ainda que vários países europeus admitem penas mais elevadas, e até prisão perpétua, em situações semelhantes, defendendo que Portugal deve garantir uma resposta mais firme.

A proposta segue agora para discussão na Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

Ventura trava luz verde ao Governo e avisa: propostas levantam “riscos graves de corrupção” e fragilizam controlo do dinheiro público.
O depoimento de Cristina Vaz Tomé não convenceu e é apontado como insuficiente. O partido liderado por André Ventura quer novo escrutínio para esclarecer responsabilidades políticas e operacionais.
André Ventura é apontado como principal líder da oposição pelos inquiridos, reunindo mais de metade das preferências e destacando-se claramente dos restantes líderes partidários
O Parlamento elegeu André Ventura como membro do Conselho de Estado, no âmbito de uma lista que garantiu a maioria dos lugares neste órgão consultivo do Presidente da República.
O antigo secretário de Estado socialista Tiago Antunes falhou hoje a eleição para o cargo de provedor de Justiça ao alcançar um resultado inferior a dois terços, tendo apenas 104 votos favoráveis num total de 230 deputados.
O CHEGA acusou hoje o Governo de atirar "dinheiro fora" na saúde e deixar cair novas unidades. André Ventura referiu que "311 milhões de euros foram alienados do PRR e coisas como o Hospital Oriental de Lisboa já não vão avançar".
O líder do CHEGA acusou o Governo de ignorar o impacto real do aumento do custo de vida, questionando a ausência de medidas concretas para aliviar os preços dos combustíveis, da alimentação e a carga fiscal sobre as famílias.
Um mês depois de uma polémica envolvendo alegado favorecimento, o Secretário de Estado da Gestão da Saúde foi exonerado a seu pedido, sendo substituído de imediato por um gestor com longa carreira financeira.
A passagem de Silvério Regalado pela Câmara Municipal de Vagos está a gerar crescente contestação no concelho, depois de terem vindo a público os números das contas municipais.
O presidente do CHEGA revelou este sábado que o partido e o Governo PSD/CDS-PP têm reuniões marcadas, para a próxima semana, para discutir o fim do visto prévio do Tribunal de Contas em contratos até aos 10 milhões de euros.