CHEGA quer penas mais pesadas para quem comete vários crimes graves

Quando vários crimes muito graves são julgados no mesmo processo, a pena final nem sempre acompanha a gravidade do que foi feito. É essa lógica que o CHEGA quer alterar.

© D.R.

O partido liderado por André Ventura apresentou no Parlamento uma proposta para mudar a forma como são aplicadas penas em situações de concurso de crimes muito graves, isto é, quando uma pessoa é condenada por vários crimes no mesmo processo.

Na prática, o objetivo é garantir que a pena aplicada reflete de forma mais clara o conjunto dos crimes cometidos.

Atualmente, mesmo em casos de crimes particularmente violentos, como homicídios qualificados ou situações com várias vítimas, a pena final pode ficar abaixo do que muitos consideram proporcional. Isto deve-se ao regime de pena única, que nem sempre traduz a gravidade acumulada dos crimes.

O diploma apresentado pelo CHEGA e a que o Folha Nacional teve acesso defende que, nestes casos, o limite mínimo da pena de prisão deve ser aumentado para 25 anos, aproximando-se assim do limite máximo previsto na lei portuguesa.

Na exposição de motivos, são referidos casos concretos que marcaram a opinião pública, incluindo situações de homicídios múltiplos, para justificar a necessidade de rever o regime penal.

Segundo os proponentes, a atual moldura pode criar uma perceção de injustiça, ao não refletir plenamente a gravidade de crimes acumulados num único processo.

O partido líder da oposição argumenta ainda que vários países europeus admitem penas mais elevadas, e até prisão perpétua, em situações semelhantes, defendendo que Portugal deve garantir uma resposta mais firme.

A proposta segue agora para discussão na Assembleia da República.

Últimas de Política Nacional

O presidente do CHEGA contestou a maioria de direita a reconfirmar o decreto que prevê a perda da nacionalidade, apesar do chumbo do Tribunal Constitucional, defendendo que, em alternativa, deve ser realizado um referendo sobre esta matéria.
O CHEGA apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para eliminar vários benefícios fiscais atribuídos aos partidos políticos, defendendo que não faz sentido existirem “privilégios” para estruturas partidárias enquanto os contribuintes enfrentam uma carga fiscal cada vez mais elevada.
Uma nova sondagem da Aximage revela que a maioria dos portugueses concorda com a proposta do CHEGA para baixar a idade da reforma. Segundo os dados divulgados, 69% dos inquiridos apoiam a medida defendida por André Ventura.
Luís Montenegro afirmou que a situação económica e financeira de Portugal está melhor do que a da Alemanha, declarações que estão já a gerar críticas e incredulidade nas redes sociais.
O CHEGA apresentou um projeto de lei para reforçar os poderes das Polícias Municipais, permitindo clarificar legalmente a detenção de suspeitos em flagrante delito e a sua entrega imediata à PSP ou à GNR.
Álvaro Santos Pereira será ouvido na Assembleia depois de o CHEGA exigir esclarecimentos sobre compras travadas pelo Banco Central Europeu.
Ilídio Ferreira abandona o Partido Socialista e mantém mandato como independente. O pedido de desfiliação foi remetido a 25 de abril ao secretário-geral do partido.
O presidente do CHEGA, André Ventura, saudou hoje a promulgação, pelo Presidente da República, do decreto que altera a Lei da Nacionalidade e afirmou que esta legislação teve o "consenso possível".
O Governo quer criar um novo organismo para gerir 'situações de crise', num investimento de 33 milhões de euros, mas a proposta já está a levantar dúvidas sérias, incluindo o risco de ser inconstitucional.
Nova lei endurece regras de acesso à nacionalidade portuguesa e reforça exigência de ligação efetiva ao país.