Ventura condena violência na Marcha pela Vida

O presidente do CHEGA condenou hoje o ataque contra participantes na Marcha pela Vida e pediu todos os esclarecimentos à PSP e Governo, considerando que não pode haver violência "boa ou má" conforme se é de esquerda ou de direita.

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“Eu gostava de manifestar, em nome do CHEGA, tal como já o fez o Grupo Parlamentar, a condenação total e absoluta da violência que foi levada a cabo contra os manifestantes da Marcha pela Vida nos últimos dias e que podia ter tido resultados trágicos muito piores”, disse André Ventura no arranque de uma conferência de imprensa, na sede do CHEGA, em Lisboa.

O partido, segundo o seu líder, já pediu à PSP “que prestasse os esclarecimentos publicamente” em relação aos “autores ou eventualmente até entidades coletivas que possam estar por detrás deste ataque”, referindo que estes alegadamente “pertencem a grupos conotados com a extrema-esquerda”.

“Vamos exigir ao Governo que dê todos os esclarecimentos sobre a organização e a forma como foi levada a cabo esta violência e também se há ou não participação de grupos políticos organizados por trás destes atos de violência contra os manifestantes da Marcha Pela Vida”, disse.

Ventura rejeitou “um país em que, quando a violência é levada a cabo por membros de direita, abre jornais, faz primeiras páginas de jornais”, mas “quando é violência contra pessoas de direita ou contra pessoas não de esquerda, ou levada a cabo por manifestantes de extrema-esquerda, é uma violência desculpada”.

“Não pode haver a violência boa de direita e violência má de esquerda, nem violência boa de esquerda e violência má de direita. Violência é violência e deve ser tratada de forma igual pelas instituições”, defendeu.

Para Ventura, todos os esclarecimentos são necessários para “garantir que o clima de violência não se espalha, não aumenta, nem se torna o novo normal na relação entre as diversas causas sociais que polarizam no país”.

“Sejam elas de defesa da vida, sejam elas de defesa dos direitos dos trabalhadores, sejam elas de defesa da segurança, da imigração, tem que haver espaço democrático para todos e para todos poderem falar e para todos poderem participar”, apontou.

O homem detido no sábado após ter alegadamente atirado um ‘cocktail molotov’ contra a Marcha Pela Vida, em Lisboa, é suspeito do crime de posse de arma proibida, informou hoje a Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Após o interrogatório [em tribunal], foi indiciado pelo crime de detenção de arma proibida e sujeito às medidas de coação de apresentações diárias às autoridades e proibição de frequentar as imediações da Assembleia da República”, indicou, em resposta à Lusa, a PGR.

Na segunda-feira, fonte policial dissera já à Lusa que o suspeito tinha ficado sujeito a apresentações diárias às autoridades e à “proibição de frequentar o local da prática dos factos”, que a PGR precisou ser as imediações do parlamento.

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