Quase 73.000 veículos detetados sem inspeção obrigatória em 2025

A Guarda Nacional Republicana (GNR) detetou no ano passado quase 73 mil veículos a circular sem inspeção obrigatória, uma média que ronda os 200 por dia, e um em cada quatro foi em Lisboa e Porto.

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Em comunicado, a GNR indica que este ano, até dia 23 de março, já foram detetados uma circular sem inspeção de mais de 17.000 veículos, sendo que apenas em janeiro foram registados 6.782 casos.

A GNR sublinha a importância do cumprimento das inspeções técnicas aos veículos, pois permite verificar as condições de funcionamento da via e garantir a segurança tanto dos condutores como dos restantes utilizadores da via.

Segundo os dados divulgados, em 2025, o distrito do Porto foi o que concentrou maior número de viagens detetadas sem inspeção (10.212), seguidas de Lisboa (8.117), Braga (6.725), Aveiro (6.392), Setúbal (5.732) e Faro (5.485).

Os distritos de Lisboa e Porto representaram cerca de 35% do total de veículos a circular sem inspeção obrigatória e, segundo a GNR, a zona Norte concentrou 32% de todos os casos a nível nacional.

Sublinhando a importância de cumprir as inspeções obrigatórias, a GNR alerta que a primeira inspeção nos veículos ligeiros de passageiros deve ser realizada antes deste ter quatro anos após a data da primeira matrícula e, depois, de dois em dois anos até aos sete anos. A partir do 8º ano, a viatura deverá ser cumprida uma inspeção todos os anos.

Já nos veículos leves de mercadorias, a primeira inspeção ocorre aos dois anos, passando depois a ser anual.

Nos veículos que fazem transporte público de passageiros, como ambulâncias, os de instrução e os de transporte escolar a inspeção é obrigatório um ano após a data da primeira matrícula, sendo anual até ao 7.º ano. A partir do 8.º ano do veículo, passa a ter de ser feito a cada seis meses.

A GNR alerta ainda que a fiscalização deve ser feita com uma antecedência máxima de três meses.

Recorda ainda que, em relação aos veículos importados que já tiveram matrícula noutro estado-membro da União Europeia em país terceiro, os dados relevantes para casos de inspeção são a da primeira matrícula no país de origem, e não os dados da matrícula em Portugal.

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