CHEGA quer usar dados biométricos para prevenir ataques terroristas em Portugal

O CHEGA apresentou no Parlamento uma proposta para alterar a lei da videovigilância, defendendo a possibilidade de utilização de dados biométricos como forma de reforçar a prevenção de atos terroristas em Portugal.

A iniciativa pretende modificar a legislação em vigor, permitindo que forças de segurança e a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil possam recorrer a sistemas mais avançados de análise de imagem e som, incluindo identificação biométrica, no combate ao terrorismo.

Segundo o partido liderado por André Ventura, a atual lei limita a eficácia da videovigilância, ao impedir o tratamento de dados biométricos, o que, na sua perspetiva, compromete a capacidade de antecipar e travar ameaças.

O CHEGA argumenta que, apesar de Portugal não ter sido alvo de atentados recentes, o nível de ameaça terrorista na Europa aumentou nos últimos anos, em particular devido a conflitos internacionais, imigração descontrolada e instabilidade em várias regiões.

No documento a que o Folha Nacional teve acesso, são apontados exemplos de ataques em cidades como Londres, Paris ou Berlim, onde o uso de sistemas de videovigilância terá sido determinante para identificar suspeitos e apoiar investigações.

Para o partido que lidera hoje a oposição em Portugal, a utilização de tecnologia mais avançada é essencial para que Portugal não fique “para trás” na prevenção do terrorismo, defendendo uma abordagem mais robusta e preventiva por parte do Estado português

A proposta prevê assim que, em determinados contextos e para fins específicos de segurança, seja autorizada a captação e tratamento de dados biométricos, mantendo-se o enquadramento legal e constitucional em vigor.

O projeto de lei será agora discutido na Assembleia da República.

Últimas do País

O dono de um bar em Vila do Conde foi hoje condenado a uma pena suspensa de três anos e nove meses pelos crimes de lenocínio, auxilio à imigração ilegal e branqueamento de capitais.
A PSP deteve no último mês, na zona de Lisboa, quatro cidadãos brasileiros procurados pelas autoridades do Brasil por crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubo, que aguardam os processo de extradição, foi hoje divulgado.
Os episódios de calor extremo registados na última década agravaram a mortalidade em Portugal, em comparação com a década de 1990, sobretudo nas regiões do interior do país, com Trás-os-Montes a registar o maior aumento.
Os professores portugueses são os que têm mais conhecimentos pedagógicos, segundo um estudo da OCDE, o que lhes permite lidar melhor com os desafios da sala de aula e fazer com que os alunos aprendam melhor.
O líder do CHEGA, André Ventura, considerou hoje que o Governo está a pôr sobre o partido o ónus de um acordo sobre a reforma laboral no parlamento, apesar de não ter dado "nenhum passo" de aproximação.
Peso da imigração explica subida da natalidade em Portugal, com Lisboa a aproximar-se dos 50%.
Quase 330 doentes morreram, entre 2021 e 2025, à espera de cirurgia cardíaca disse hoje a secretária de Estado da Saúde Ana Povo, adiantando que a tutela vai publicar um despacho para a revisão das redes de referenciação.
O número de episódios de urgência nos hospitais baixou no inverno 2025/2026, mas aumentou o peso dos casos realmente urgentes (pulseira amarela) e o tempo médio de permanência na urgência voltou a subir após descer em 2024/2025.
Ataque em Oliveira do Bairro deixa duas pessoas em estado grave após vários disparos junto ao local de trabalho da vítima.
Um incêndio destruiu hoje duas casas de aprestos no porto da Ribeira Quente, no concelho açoriano da Povoação, e um homem teve de ser transportado para uma unidade de saúde, devido à inalação de fumos, revelou fonte dos bombeiros.