Poupança das famílias na zona euro cai 2,7% em termos homólogos no final de 2025

A taxa de poupança das famílias na área do euro caiu para 14,4% no quarto trimestre de 2025, o que representa uma descida homóloga de 2,7% relativamente aos 14,8% registados no mesmo período de 2024, divulgou hoje o Eurostat.

© D.R.

De acordo com o gabinete estatístico da União Europeia (UE), a redução foi semelhante na variação em cadeia, já que no terceiro trimestre de 2025 também se registou uma taxa de com 14,8%.

A redução trimestral reflete um crescimento do consumo privado superior ao aumento do rendimento disponível bruto, com subidas de 1,2% e 0,8%, respetivamente, acrescenta o Eurostat.

Ao mesmo tempo, a taxa de investimento das famílias aumentou de 8,5% para 8,8%, impulsionada por um crescimento mais rápido da formação bruta de capital fixo do que do rendimento disponível.

No setor empresarial, a quota de lucros das sociedades não financeiras manteve-se em 39,5%.

Já a taxa de investimento das empresas recuou de 21,6% para 21,4%.

O Eurostat conclui que a evolução reflete uma maior orientação das famílias para o consumo e uma postura mais prudente das empresas no investimento.

Últimas de Economia

A taxa de juro implícita dos contratos de crédito à habitação subiu em março pela primeira vez em mais de dois anos, para 3,088%, contra 3,079% no mês anterior e 3,735% em março de 2025, divulgou hoje o INE.
A economia portuguesa apresentou um excedente externo de 246 milhões de euros até fevereiro, uma descida de 488 milhões de euros em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A crise na habitação afeta as pessoas e também o crescimento da economia ao afastar jovens dos centros urbanos e travar a produtividade, alertou o diretor do Departamento da Europa do Fundo Monetário Internacional (FMI), em entrevista à Lusa.
A Associação das Companhias Aéreas em Portugal (RENA) disse esta quinta-feira que, para já, não há impacto na operação, mas admite a possibilidade de cancelamentos de voos e preços mais altos se a crise energética persistir.
O gabinete estatístico europeu tinha estimado uma taxa de inflação de 2,5% para março, revendo-a hoje alta, puxada pela subida dos preços da energia, devido à crise causada pela guerra no Irão.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizado pela Deco PROteste, atingiu esta semana um novo máximo de 259,52 euros, mais 1,57 euros face à semana anterior, foi anunciado.
O Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a inflação vai acelerar para 2,9% em 2026, nomeadamente devido ao aumento dos preços da energia, segundo as projeções divulgadas hoje.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.
Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que o preço das matérias-primas energéticas deve subir 19% em 2026, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente.