Licenças para construção e reabilitação habitacional caem 14,1% em janeiro

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais caíram 14,1% em janeiro, em termos homólogos, tendo os fogos licenciados em novas construções recuado 16,9% e o consumo de cimento descido 5,6%, segundo a AICCOPN.

© D.R.

De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas Nacional (AICCOPN), hoje divulgada, o número de licenças municipais emitidas para a construção e reabilitação de edifícios habitacionais registou uma diminuição homóloga de 14,1% em janeiro, para 1588.

Já o número de fogos licenciados em construções novas recuou 16,9% para um total de 3343 alojamentos, contra 4022 em janeiro de 2024.

No primeiro mês deste ano, os dados da AICCOPN apontam ainda que o consumo de cimento no mercado nacional registou uma variação homóloga negativa de 5,6%, totalizando 284 mil toneladas.

No que respeita ao montante do novo crédito à habitação concedido pela banca, excluindo renegociações, aumentou 16% face ao mês homólogo, atingindo 1783 milhões de euros, tendo a taxa de juro no crédito à habitação mantido a trajetória descendente, fixando-se em 3,11% em janeiro, uma redução homóloga de 87 pontos base.

Relativamente ao valor mediano da habitação, apurado para efeitos de avaliação bancária, registou uma valorização homóloga de 18,7%, impulsionada pelo aumento de 22,8% no segmento dos apartamentos e de 15,2% no das moradias.

Fazendo uma análise mais detalhada da evolução na Península de Setúbal, a AICCOPN aponta uma quebra de 14% no número de fogos licenciados em construções novas nos 12 meses terminados em janeiro de 2026, para 1959, o que compara com 2.267 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores.

Do total de fogos licenciados, 6% corresponderam a tipologias T0 ou T1, 27% a T2, 44% a T3 e 23% a T4 ou superior.

Relativamente ao valor de avaliação bancária na habitação, verificou-se nesta região uma subida homóloga de 27% em janeiro de 2026, a mais elevada a nível nacional.

Últimas de Economia

Os preços dos combustíveis em Portugal vão voltar a subir na próxima semana, com a gasolina 95 simples a aumentar em média quatro cêntimos por litro e o gasóleo simples um cêntimo por litro.
Clientes da Galp continuam a relatar atrasos na faturação de eletricidade e de gás, recebendo posteriormente faturas acumuladas com valores elevados, apesar de a empresa ter garantido em março que o problema estava ultrapassado.
A Comissão Europeia está a preparar uma proposta para combater o excesso de arrendamentos de curta duração em cidades da União Europeia (UE), por fazerem aumentar os preços da habitação, defendendo que ter uma casa “é um direito humano”.
O número de passageiros desembarcados nos aeroportos dos Açores voltou a registar uma quebra em abril, com cerca de 178 mil desembarques, menos 12,3% do que no período homólogo, segundo dados divulgados hoje pelo Serviço Regional de Estatística (SREA).
Os custos de construção de habitação nova aumentaram 5,8% em março face ao mesmo mês de 2025, com a mão-de-obra a subir 8,2% e os materiais 3,7%, segundo uma estimativa hoje divulgada pelo INE.
Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois, a cinco e a 10 anos face a sexta-feira, alinhados com os de Espanha, Grécia, Irlanda, Itália e Alemanha.
O peso das compras de supermercado no orçamento familiar dos portugueses aumentou em 486 euros, entre 2019 e 2025, com os consumidores a adotarem maior prudência nas compras, segundo um inquérito divulgado hoje pela Centromarca.
O número de empresas constituídas até abril recuou 4,6% face aos primeiros quatro meses do ano passado, enquanto as insolvências subiram quase 8% no mesmo período, divulgou hoje a Informa D&B.
O cabaz essencial de 63 produtos, monitorizados pela Deco Proteste, voltou a subir esta semana para 261,89 euros, mais 3,37 euros do que na semana passada, atingindo o valor mais elevado desde 2022.
Em cada conta da luz e do gás, há uma parte que já não aquece, não ilumina e não alimenta, serve apenas para engordar a carga fiscal. Portugal continua entre os países que mais taxam a energia na Europa.