Portugal enfrenta dívida pesada com pagamentos até 21 mil milhões por ano

Entre 2026 e 2038, o Estado enfrentará encargos elevados com a dívida pública, com impacto direto na capacidade de financiamento de Portugal.

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Portugal enfrenta uma pressão crescente sobre a dívida pública, com elevados montantes a vencer já na próxima década, o que poderá condicionar a capacidade do país de se financiar nos mercados.

O alerta é feito pela Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) da Assembleia da República, num relatório trimestral que analisa a evolução da dívida pública portuguesa.

De acordo com o documento a que o Jornal de Negócios teve acesso, o perfil de amortização da dívida de médio e longo prazo entre 2026 e 2039 mantém-se particularmente elevado, exigindo um volume significativo de reembolsos. Esta pressão terá impacto direto nas futuras operações de refinanciamento do Estado.

Segundo os dados analisados pelo Jornal de Negócios, os maiores encargos concentram-se entre 2026 e 2038, com valores anuais que poderão oscilar entre os 9 e os 21,7 mil milhões de euros.

A este cenário somam-se ainda outros compromissos financeiros relevantes, como os empréstimos contraídos no período da troika e os mecanismos europeus de apoio, como o programa SURE, criado durante a pandemia para apoiar o emprego.

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