Corrupção em ‘Vale do Lobo’ prescreve e ‘Operação Marquês’ começa a perder crimes

A Operação Marquês começa a desfazer-se esta semana com a prescrição dos crimes de corrupção ligados a Vale do Lobo, num dos primeiros grandes recuos do processo.

© LUSA/ANTÓNIO PEDRO SANTOS

A vertente de corrupção ligada ao empreendimento de luxo de Vale do Lobo, no Algarve, começa a cair esta semana no âmbito da Operação Marquês, com os crimes de corrupção ativa a prescreverem até ao final dos próximos dias.

A prescrição beneficia, para já, os arguidos Diogo Gaspar Ferreira e Rui Horta e Costa, investidores ligados ao projeto algarvio, que deixam assim de responder pelo crime de corrupção ativa, embora continuem acusados de branqueamento de capitais, relata o Correio da Manhã (CM).

A discussão deverá agora centrar-se nos tribunais: saber se o crime de branqueamento acompanha o prazo de prescrição do crime precedente, neste caso a corrupção, ou se mantém uma contagem autónoma. Dessa decisão dependerá uma parte relevante da viabilidade judicial deste segmento do processo.

Em junho, será a vez de José Sócrates e Armando Vara verem prescrever os crimes de corrupção passiva relacionados com o mesmo caso.

Segundo a acusação do Ministério Público, consultada pelo CM, ambos terão beneficiado de um milhão de euros como contrapartida pelo financiamento de 200 milhões de euros concedido pela Caixa Geral de Depósitos ao empreendimento de Vale do Lobo.

A investigação sustenta que o circuito do dinheiro passou por contas na Suíça, pelo ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca e por Carlos Santos Silva, empresário próximo de José Sócrates, culminando numa transferência de um milhão de euros para um offshore de Armando Vara.

Apesar da prescrição iminente destes crimes, José Sócrates continua ainda acusado de outros dois crimes de corrupção passiva, relacionados com a antiga Portugal Telecom e com o Grupo Lena.

Últimas do País

O número de sinistros participados devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano ultrapassou os 219 mil, anunciou a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), que estima um custo total de 1.400 milhões de euros.
O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.
A Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária está hoje a fazer diligências no gabinete do presidente do CHEGA na Assembleia da República, depois de André Ventura ter divulgado nas redes sociais que o espaço teria sido invadido.
A GNR deteve, nos primeiros quase sete meses deste ano, 155 suspeitos da prática do crime de incêndio florestal, depois de em 2025 ter registado 5.301 crimes ligados a este delito, foi revelado esta terça-feira.
O incêndio em Rochoso, Guarda, que começou às 13:51 de segunda-feira, tem três frentes ativas hoje de manhã, que estão a ser combatidas por 320 operacionais, 90 viaturas e 11 meios aéreos, disse a Proteção Civil.
Cerca de 300 pessoas tiveram de ser retiradas das suas habitações hoje de noite, em Setúbal, devido a um incêndio num estacionamento subterrâneo, onde arderam seis veículos, disse à Lusa fonte da proteção civil.
Documentos espalhados pelo chão, mobiliário remexido e evidentes sinais de intrusão. Foi este o cenário encontrado, na manhã desta terça-feira, no gabinete do presidente do CHEGA, André Ventura. O caso surge poucas horas depois de o líder do partido ter exigido, em entrevista à CMTV, um maior escrutínio sobre os casos polémicos que envolvem o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves.
O Ministério da Educação registou até agora 15 mil pedidos de reapreciação de prova, mais do dobro dos 6.200 pedidos registados na primeira fase do ano passado, anunciou hoje o ministro.
Um homem de 31 anos suspeito de ter matado um primo, de 52, no concelho de Ansião, no domingo à noite, foi detido, disse hoje fonte do Comando Territorial de Leiria da Guarda Nacional Republicana (GNR).
Suspeito de 34 anos agrediu violentamente uma jovem antes de enfrentar os agentes chamados à ocorrência. Acabou algemado e detido.